quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um "Pica-Miolos" com objectivos
(ou "Um chato com 'ganas' de tentar fazer coisas diferentes")



Sei que canso as pessoas que me rodeiam a falar-lhes das ideias que vou tendo para fazer coisas novas, diferentes, num meio que deve estar em constante evolução mas onde a evolução [vítima da ditadura das audiências] se faz a conta-gotas - não vá algo de "brusco" afugentar o público, nem que seja por 5 minutos. Eu defendo que o que se estranha primeiro, entranha-se depois. Luto por esse ideal, mesmo que canse os outros no processo, se for isso o necessário para lá chegar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Google, o nosso "Balcão Central" de todas as horas



Quando era miúdo e - ainda na Alemanha - ia a um grande supermercado com os meus pais ficava fascinado com as mensagens no sistema sonoro da loja que anunciavam onde os clientes poderiam resolver qualquer problema - desde uma simples reclamação, uma devolução de um produto ou até encontrar um miúdo como eu perdido da família. Aquele «Não hesite em dirigir-se ao Balcão Central!» que se ouvia em todo o supermercado dava-me a garantia de que não haveria imbróglio que não se pudesse resolver num Balcão Central de um supermercado. Na altura - santa inocência! - pensei mesmo que se os líderes dos povos em guerra se dirigissem a um desses balcões, saiam de um qualquer supermercado com um aperto de mão dado e a certeza de não haveria mais tiros para ninguém.

Obviamente, o tempo passou e cedo percebi que num Balcão Central de um supermercado os tais “quaisquer problemas” que os clientes podem resolver são só mesmo reclamações, devoluções e ter um ponto de encontro para criançada que fique um tempinho mais no corredor dos brinquedos enquanto os pais vão comprar hortaliças e pack’s de cerveja. Ainda assim, gosto de pensar que os miúdos - embora muito menos inocentes, hoje em dia - ainda sentem o mesmo que eu sentia, ao ouvirem «Não hesite em dirigir-se ao Balcão Central!»

Nos tempos que correm, a resolução de qualquer problema passa mais pelo Google do que por um super ou hipermercado; ou até do que por outro lugar, real ou virtual. Aliás, tenho a sensação de que, caso tivessem essa oportunidade, até os hipermercados mudariam a sua mensagem do sistema sonoro. Sugestão minha: «Caro cliente. Obrigado pela sua preferência. Aproveite as nossas promoções. Para a resolução de qualquer problema, não hesite em… consultar o Google.com. Eles lhe dirão como pode resolver a questão, de certezinha. Obrigado!»

Na verdade, eu próprio concordaria se isso acontecesse um dia. O Google faz mais por mim do que um qualquer funcionário de qualquer Balcão Central, seja de um supermercado ou mesmo - desconfio - das portas do Céu (onde se devem resolver os derradeiros - e mais complicados - problemas de cada um). Basta escrever o que preciso e os links de interesse sobre o assunto em causa como que “jorram” de imediato. Um deles vai ajudar-me de certeza. Não se pode pedir mais do que isto. Ou melhor… Se calhar, pode. O que eu acho que falta ao Google é só mesmo que, quando surge um problema na vida das pessoas, haja logo uma mensagem a ecoar na cabeça de cada um, dita em voz-padrão, em tom colocado e com as reconfortantes palavras: «Não se preocupe! Vá ao Google! Vai ver que a coisa resolve-se num instante!»


É obvio que não poderia ser numa instalação sonora. À frequência com que os habitantes do planeta têm problemas, não se ouviria mais nada no mundo a não ser isso. O ideal era a mensagem ser emitida dentro da própria mente em stress, e apenas audível por quem tivesse o que quer que fosse para solucionar. Hmmm… Talvez seja pedir muito… para já. Um dia lá chegaremos, certamente. Mas ninguém me tira da ideia que o Google não esteja a trabalhar nisso ou não terá mesmo já uma solução para esse problema também.

domingo, 18 de abril de 2010

8 meses e 10 dias de pura sabedoria


De tudo que que já ouvi acerca do imbróglio causado pela núvem de cinzas do vulcão islandês, a declaração mais sábia surgiu de quem menos esperava: a minha filha BU, de 8 meses.






Olhou para a TV, tirou a chupeta, apontou para a núvem no ecrã e disse: «ÔBÁ-BÁ-PÁ-Ô-PÁ-ÔBÁ-BÁ-BÁ-Ô!» Depois riu-se. Concordo. Mais vale levar isto tudo sem explicações muito científicas e com bom humor.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010