sábado, 30 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Da Cassete

Comecei a trabalhar aos 17 anos, na rádio local que, na altura, funcionava no prédio onde eu morava e onde os meus pais ainda moram. Num domingo à tarde, por volta das sete horas, "abri" o microfone e fiz uma voz farsola que haveria de ser o primeiro registo público do Marco António, futuro profissional da Comunicação Social. Desde esse momento até hoje, nunca gostei de me ouvir (e, actualmente, também de ver). Acho que acontece a (quase) todos. O que não acontece a ninguém, hoje em dia, é ter de improvisar em tudo para levar a cabo uma reportagem, uma emissão, um directo... Está tudo "tratado". Alguém está responsável por fazer imagens, recolher som, editar uma peça, fazer a ligação via satélite. A quem dá a cara resta fazer bem aquilo que tem a fazer. Nem sempre acontece... mas isso são "outros 500 paus". Nesse domingo à tarde - há 16 anos - em que falei pela primeira vez na rádio, descobri que fazer aquilo seria muito mais do que "dizer umas coisas". Naquela rádio, naquela altura - em 93 -, tudo o que via à volta da cadeira que ocupava no estúdio eram... cassetes. Cassetes das quais passava a música que entrava na emissão, cassetes que continham os spots publicitários que compunham os intervalos, cassetes com os RM's (registos magnéticos) das declarações a incluir nos jornais da estação, cassetes dos genéricos dos mais variados programas (e também de alguns programas inteiros que as editoras nos enviavam) e cassetes que tinham até uma cópia do sinal horário, para quando o interruptor que o lançava porventura avariasse (e avariava muito). Posso dizer que, para mim, o início de carreira na Comunicação Social foi isto mesmo. Cassetes e mais cassetes. Cassetes que "pistei" (todinhas) com o dedo - usar canetas BIC para acertar a fita sempre foi "coisa de meninos". E deck's leitores de cassetes que eram um desafio ainda maior que as próprias cassetes em si. De tão usados, nenhum deles tinha sequer botões e os comandos eram accionados por mãos que tinham de entrar no aparelho para que as pontas dos dedos tocassem nas patilhas do Play, do FForward, do Rewind, do Stop, do Pause... Do Eject não era necessário, porque simplesmente os deck's não tinham portas (as cassetes tinham de ser colocadas e retiradas com uma certa mestria). E quando nada disso funcionava, uma pancada bem aplicada no aparelho lá desbloqueava a situação e a música seguia; meio aos solavancos... mas seguia. Esta manhã andei à procura de uma cassete que gravei numa das últimas rádios por onde passei. Queria gravar em MP3 para a posteridade umas coisas muito embaraçosas mas divertidíssimas que gravei em 2000, quando ainda não tinha as obrigações que a Carteira Profissional de Jornalista me impõem hoje em dia. Não consegui. Os deck's da minha aparelhagem de casa não corresponderam ao que lhes era solicitado: fazer o seu trabalho. Dois, lado a lado, na minha aparelhagem Grundig Mini 10, comprada há muitos anos (demasiados, para me lembrar exactamente quando), fizeram "equipa" e quase me arruinaram a cassete que queria reproduzir para um gravador digital. Ainda a aprisionaram (primeiro um, depois o outro) por uns segundos. Forcei as portas (primeiro uma, depois a outra). Largaram a pobre cassete, sem comer a fita, mas agora os deck's não fecham, não lêem, não "tocam", não nada. Experimentei também o leitor de um rádio portátil que está na cozinha. Não comeu a fita, não prendeu a cassete... mas também não fez o que se lhe exigia. Nem um som se ouviu. Porque a fita não rodou, não leu, não "tocou", não nada. O tempo da cassete passou, claramente. É agora mais um testemunho histórico que uma peça de trabalho ou de lazer. Agora é só isso. Um testemunho da história. Para mim, a cassete foi, a dada altura, o objecto mais importante da minha vida. Foi o arranque para aquilo que hoje faço; muito mais do que uma caneta, a cassete foi o meu primeiro instrumento de trabalho como jornalista. Ainda antes disso, quando eu era miúdo, foi o meio de guardar genéricos de televisão (tenho de encontrar - só para não a perder de novo - essa cassete com som manhoso que fiz com um gravador encostado à coluna do televisor, à espera das emissões da Europa TV, do Countdown, do Agora Escolha, do Telejornal, das Misteriosas Cidade de Ouro, de sei-lá-mais-o-quê...), foi a forma de tentar conquistar miúdas (sim... também fui um fã das "mix-tapes" e fiz algumas das mais lamechas da história das próprias "mix-tapes"). Cresci com as cassetes. Ainda tenho umas cento e tal guardadas na casa dos meus pais. Mas a verdade é que são obsoletas. Não quis pensar nisso nem ligar muito quando o leitor do meu carro (o que tive antes do actual) decidiu "entrar em coma" para não mais sequer aceitar uma cassete que fosse. Talvez fosse "o princípio do fim". O meu carro agora só tem leitor de CD e MP3. É claro que ainda há e sempre haverá leitores de cassetes onde posso ouvir e reproduzir as que tenho. Mas tenho de me mentalizar. Pelo menos, em minha casa, já não será porque, em minha casa, esse tempo é já passado.
Em mim, resta agora nostalgia, tristeza, um sentimento de impotência perante a força de inevitabilidade que o tempo tem de seguir em frente sem se preocupar com o que deixa para trás (ao tempo não perdoo, por exemplo, o fim das Polaroid) e a dúvida de como raio vou passar o som daquela cassete embaraçosa para um formato que perdure mais que o tempo que a fita onde está registado tem "de vida". Tenho até pena do fim da mítica "Cassete Pirata", vendida na feira, muito antes dos CD's, dos DVD's e da ASAE. Se calhar, estou só a ser saudosista. Mas custa perceber que BASF, Maxell, Fuji, TDK, Philips, JVC, C60, D90, E120, Ferro, Tipe I, Tipe II, Chrome são conceitos que - associados uns aos outros - muito em breve não passarão de simples memórias. Pelo menos para mim, são das melhores memórias que alguma vez terei.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Homens: Prestai (muita!) Atenção a este Ensinamento que vos deixo!

terça-feira, 26 de maio de 2009
O nosso problema caseiro com as Eleições Europeias


Não sei onde é que ele se inspirou... mas a mensagem parece-me forte. E não sei se não colherá a simpatia (ou compaixão) do público que ele tenta convencer."Test Drive"
Ando em processo de "test drive" a isto:

Sempre tive curiosidade mas nunca me tinha dado para adquirir umas coisas destas. Experimento agora e tenho a dizer que, no mínimo, simpatizo com os meus "pneus" novos. As viagens intra-caseiras têm sido um verdadeiro prazer!
domingo, 24 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O Lamentável Dia de Exames Periódicos de Medicina no Trabalho

Um tipo está frágil, sem pequeno-almoço. E depois da humilhação de trazer um copo de urina pró trabalho, da dor de nos picarem pra tirar sangue, do cansaço de soprar até ficar sem pulmão e de nos espetarem com ventosas no peito e molas nos pulsos, só porque sim... Mandam-nos embora só com um...
... penso rápido no braço! Nem um abracinho... Nem uma palavra de conforto... Nada!...
Lamentável.
terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
"COMI OS MEUS TOMATINHOS!"*
sábado, 16 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Quase todas as semanas tenho uma parvoíce. A desta semana...
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Num instante...


Pequeno Apontamento de Gozo Pessoal


... deixou de ser uma coisa do outro mundo.
(e é bem mais fácil de chutar do que parece!...)
PS: Grande Abraço aos "Lobos", que são uns porreiraços à maneira!
PS (2): Na verdade, é bem melhor jogar pelo seguro, darmo-nos bem com eles e tratá-los "nas palminhas"... porque têm todos um porte físico que - enfim... - impõe um certo respeito.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Futebol Menos Positivo: (pelos vistos) A caminho da "intifada"...

De novo, o Jornal Record na liderança do tema: "Fé e Futebol de mão-dada". Mas agora (apenas um dia depois de lançar a questão da oração) num registo mais preocupante, visto que a situação aparenta tomar neste momento a direcção de uma "guerra santa".
Será melhor começarmos já a ter cuidado com as pedradas?...
Diz o bom senso que se deve ensinar os miúdos a usar o dinheiro de forma racional. Ainda para mais de tempo de crise! Mas...há sempre um mas.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Futebol Mais Que Positivo!... Abençoado!


O título é do Jornal Record, que também esteve perfeito na função de trazer a fé de novo ao universo futebolístico. Obrigado à direcção do diário desportivo por isso. Faltava-nos isso. Fé, oração, comunicação com o divino. Obrigado. Bem hajam!
Por fim, fica apenas por saber se em algum momento do futuro próximo, será o próprio Jesus a bradar palavras de grande carga religiosa. Aquelas quatro: "EU VI A LUZ!!!!". Só Deus sabe, na verdade, porque o futuro "a Deus pertence". E quanto a isso nem Jesus pode fazer seja o que for.
Futebol Positivo!

Viana de Carvalho foi eleito presidente do Belenenses no domingo. Soube da sua "esmagadora" vitória (por 66 votos de diferença - uma enormidade!) na noite anterior à da copiosa derrota sofrida pelo "Belém" no Restelo frente ao Sporting de Braga (0-5).
Na ânsia de fazer algo que marcasse de forma indelével o início de uma presidência claramente vocaciana para o futebol positivo, apressou-se a acertar a rescisão imediata do treinador Jaime Pacheco, apesar de faltarem apenas duas jornadas para o fim do campeonato.
Temos homem! O futebol português está no bom caminho! Assim haja mais Viana's destes e isto vai mesmo ao sítio!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Ainda Sobre os JONAS BROTHERS...
(sim... vou voltar a falar dos JONAS BROTHERS)

Ass: Isabela»
Isabela, se ama todo o grupo Jonas Brothers (ou será que «o Jonas» é só um e eu nem sequer sei qual deles é?!), fique a saber que tem um potencial problema de poligamia que lhe pode trazer dissabores e ainda outro probleminha a resolver. É que, em princípio, só chegará à cama com ele (eles?!) no dia de São Nunca à tarde, se eles forem mesmo abstinentes, como juram ser... ou então já amanhã, e aí saberá que foi enganada pela propaganda de marketing da Disney, que será uma farsa. Já reparou que não falar «isso» deles será só não dizer que me irritam, que têm cabelo feio e caras de parvos? Eu digo «isso» de mim mesmo. Portanto, eles podem responder na mesma moeda e escrever na internet que eu tenho mau cabelo e cara de palerma. Que estejam à vontade. Quanto a nunca falar deles, já vai tarde, Isabela. Já falei. E estou a voltar a falar, porque comentou o post anterior de forma palerma (ninguém de perfeito juízo chama "crocodita" a ninguém; crocodilo ou troglodita... decida-se!). E não excluo a hipótese de continuar a falar dos rapazes... se me apatecer. Só que será sempre pior... e pior... e pior. Quer?...
domingo, 10 de maio de 2009
Janela com Péssima Vista sobre o Bairro

Aterragem de Emergência do Avião em que seguiam Dulce Pontes e Jaime Gama

Este sábado, o voo entre Lisboa e Munique em que viajavam Dulce Pontes, Jaime Gama e ainda alguns deputados portugueses, foi forçado a fazer uma aterragem de emergência em Genebra, após ter tido problemas no ar, com forte turbulência, de que resultaram alguns feridos. Tanto a cantora como o Presidente da Assembleia da República estão bem mas, pelo sim, pelo não, o PS já reagiu ao incidente no voo de Gama. Vital Moreira disse estar solidário para com um «camarada que - tal como eu - também sofreu uns bons safanões, sem perceber como aconteceram» e José Sócrates exige de imediato um pedido de desculpas por parte do PCP, só porque sim.
"Há coisas que me dão cá um abalo ao pífaro!..."
sábado, 9 de maio de 2009
O Cerebrum
Há dias, (re)comecei a tomar o Cerebrum Forte porque senti que estava a começar a ficar muito cansado e a esquecer-me muito do que seria suposto lembrar-me. A minha mulher foi à farmácia, comprou-me uma caixa nova e, naturalmente, fiquei esperançado em recuperar a boa forma da minha memória. Mas tenho-me esquecido de tomar o raio dos comprimidos!...
O Campo de Futebol do Pomarão (Alentejo) - I






















