sexta-feira, 30 de julho de 2010

Always look on the bright side... of death!


Morreu António Feio. E, hoje mais do que noutros dias, constata-se... A morte é uma treta. Perde-se um "fazedor de sorriros", que queria «matar o bicho a rir, se pudesse». Não pôde... mas tentou. Nada mais nobre se pode pedir (se é que se pode pedir o que quer que seja) a alguém que vê o corpo traí-lo, sem piedade, aos poucos, e de forma definitiva.

Há hoje menos sorrisos que ontem, portanto. Ou não!...

É curiosa a relação entre a morte e a vida, que teimamos em não reconhecer, por temermos que uma ponha fim à outra. Mas não é sempre assim. O último dia semelhante a hoje de que me lembro foi o de 8 de Agosto do ano passado. No Hospital de Sta.Maria morria Raúl Solnado, perdendo-se um sorriso imenso. No mesmo dia, nasci...a no mesmo hospital a minha filha BU, ganhando o mundo um sorriso maravilhoso.

Quantos novos sorrisos haverá hoje no mundo...? E quanta vida e felicidade nos darão?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os pedidos de desculpas (in)devidos


Nunca me aconteceu mas não deixa de me tocar directamente.

A divulgação na internet do video de uma conversa entre dois jornalistas e um comentador de um canal de televisão antes (muito antes) do início da transmissão de um jogo de futebol abriu mais uma fissura na já muito estilhaçada relação "jornalistas-clubes-adeptos".

Sim... Esta relação é sempre "a três", seja pelo simples facto de que os adeptos são o receptor do nosso trabalho (aquele que é transmitido - ou, melhor dizendo, apenas e só aquele que deve ser o transmitido publicamente), seja porque os clubes insistem em colocar o adepto na posição de "arma de arremesso" à Comunicação Social que (por culpa própria dos clubes, diga-se a bem da verdade) é o seu "inimigo número #1", só porque faz perguntas incómodas sobre assuntos incómodos que vão surgindo dia após dia (normalmente, vindos de dentro dos próprios clubes). E também porque, como todos os clubes desejam, não mostra apenas o que há de bom naquela instituição, mesmo que se fale muito do que há de mal em todas as outras.

O que se deseja mesmo, acima de tudo nos ditos clubes "grandes", é que o jornalista não informe, de todo (isso é perfeitamente secundário); mas sim que se "diga bem" deles (isso, sim, essencial e, na mente de alguns, obrigatório). Bem sei que há quem o faça e se diga jornalista. Essa até é outra questão, que não me interessa particularmente, porque nem eu sou assim, nem me dá algo diferente de asco o facto de partilhar um cartão (da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista) com essas... anormalidades do meu ofício.

Para mim, que também faço transmissões televisivas de futebol, estas situações em que surgem videos de conversas tidas em "Off" entre colegas, são como se me tivessem assaltado, com violência física. Como se me tivessem roubado as chaves de casa, sabendo a minha morada através dos meus documentos na carteira, também roubada no mesmo acto.

A partir do momento em que estes sons ficam disponíveis ao público que só tem o direito de nos ouvir desde o início da transmissão até ao intervalo e depois do reinício até ao fim do jogo (sim... não tem o direito de ouvir nada mais do que isso - tudo o resto é tão ou mais ilegal como fazer cópias de DVD's e mp3, violação de correspondência alheia, etc.) ficamos sujeitos a tudo. Principalmente, quando (como neste último episódio conhecido) um clube se manifesta oficialmente sobre o assunto, qualifica o que se ouviu (ilegalmente) como «intoleráveis» e até exige pedidos de desculpas (que - para cúmulo os cúmulos - consegue!) do canal de televisão que, em vez de simplesmente dizer «Não temos nada a pedir desculpas porque aquela conversa, oficialmente, nem existe», prefere ajoelhar-se perante a instituição e comunicar que vai instaurar os «procedimentos disciplinares adequados» em relação a uma conversa tida durante testes técnicos. Incrível!

Sobre isto, tenho a dizer que "intolerável" é um clube comunicar que «É daquilo que dizem nas nossas costas que melhor percebemos a intenção e o alcance dos comentários e observações que são produzidos publicamente». Isto é o mesmo que dizer "Quando virem jornalistas desportivos, partam do princípio que estão a falar pelas costas e, pelo sim, pelo não, o melhor é cortar o mal pela raiz. Se, depois afinal, se perceber que não estavam a falar mal - ou que só estavam a trabalhar, a relatar a verdade dos factos - paciência; pelo menos, fica-se com a certeza de que mal não falam mais." Os clubes, que lidam com as paixões dos seus seguidores e as manipulam conforme lhes convém, têm milhares e milhares num "exército" sem nome contra o "inimigo". E, um dia, este "modus operandi" vai dar (maus) frutos.

Não é raro estar ou ficarmos a trabalhar sós no meio de uma multidão, que não entende que um jornalista não são todos os jornalistas, que desde que a câmara e o microfone desligam até que volte a ligar os jornalistas não estão obrigados a relatar factos e até têm permissão para serem eles mesmos, seres humanos como todos os que os rodeiam naquele momento. Dizer "isto ou aquilo" de um jogador, de um treinador, fazer uma piada... toda a gente faz; num café, numa conversa de amigos... em todo o lado. E o mais curioso de tudo é que nós também sabemos o que dizem os clubes de nós nas nossas costas... e não é em nada melhor (é, pelo contrário, por vezes, bem pior) do que, por exemplo, uma piada ocasional sobre um guarda-redes que - dizem os factos - não tem estado bem quando muito prometia.

O que se prova é que lidamos com isso bem melhor.

Lamenta-se, de facto, tudo isto. É, aliás, uma expressão (o lamento) que, curiosamente, leio nos dois comunicados lançados acerca deste caso em particular, de um lado e do outro. Acho até sintomático este quase "acertar de agulhas" - e de Português - para bater tudo "certinho", a "bota com a perdigota"... e que venham de lá esses paninhos quentes, para amainar a coisa e sermos todos amigos outra vez.

A mim, pelo sim, pelo não, só me vão "apanhar" a falar de passarinhos e das férias que nunca mais chegam, antes dos jogos. Obviamente, se uma dessas conversas vier ilegalmente a público, vão associar isso a outra qualquer coisa que lhes dê jeito, e fazer comunicados, e/ou impedir-nos de presenciar os treinos, e exigir pedidos de desculpas... tudo na mesma.

Tentarei evitar quaisquer referências culinárias. Isso é certinho e direitinho.

domingo, 25 de julho de 2010

Atingi mais um "pico" na minha carreira!!!!


Fiz, finalmente, uma peça sobre... lagostins!...
E a palavra chuchar foi utilizada na televisão portuguesa!
Diga-se de passagem que já não era sem tempo! :-)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Hoje, ao triturar duas bolachas Maria no puré de fruta para o jantar da minha filha, lembrei-me que há 5 anos, escrevi isto...


O Verdadeiro Poder da Bolacha Maria





(publicado, originalmente, a 12 de Junho de 2005, no blog
InSenso Comum)


Descobri, completamente ao acaso, a forma de proceder à conquista definitiva do nosso país. Melhor!... Descobri, no mesmo momento, a forma de alcançar a conquista definitiva do planeta Terra!...


Já por cá explanei, amiúde, algumas linhas de pensamento que me ocorreram "aqui e ali" sobre esta temática do controlo do poder no mundo. Por exemplo, já defendi a(s) crença(s) de que tanto os japoneses como o cotão do meu computador podem estar a arquitectar a tomada do planeta à força, usando - como é óbvio - técnicas diametralmente diferentes.


No entanto, desta vez, vou um passo adiante. Não aponto um responsável por uma eventual subjugação do mundo a um poder maior. Vou, sim, nas linhas seguintes, demonstrar um dos métodos (não sabendo se há mais... mas decerto haverá) que possivelmente terá um sucesso de qualquer coisa como... 100%, se alguém o tentar pôr em prática.


A chave está nas míticas Bolachas Maria!


Nada mais simples! Quem quiser conquistar Portugal, só tem de ter paciência e bolachas Maria com fartura. Em tendo estes dois preciosos elementos... está claramente no caminho certo para dominar o nosso país.


Passo a explicar. A minha sobrinha - que está prestes a completar 11 meses de idade - passa o dia na creche até por volta das 5 da tarde, hora em que a minha irmã ou o meu cunhado (ou até eu, se for necessário) a vão lá buscar. A essa hora, todos os dias (sem excepção), os miúdos que, tal como a minha sobrinha, aguardam que os vão buscar, têm uma bolacha Maria na mão ou na boca. É um procedimento normal naquele e em centenas de outros infantários no nosso país. Aliás, segundo a minha irmã, a portuguesíssima Maria é a indicada pelos pediatras como sendo a melhor bolacha a dar aos miúdos. E a criançada parece concordar em pleno, atestando pela expressão de regozijo e os gestos frenéticos feitos pela minha sobrinha, quando a mãe lhe mostra a bolachinha, no final do jantar.


Sendo assim, parece-me claro que, estando a pequenada rendida à bolacha Maria e sendo a criançada de hoje a malta adulta do amanhã (peço desculpa pelo cliché)... quem conseguir controlar a produção da dita guloseima alimentícia, facilmente governará sem contestação nem oposição este nosso Portugal! Basta que descubra a forma de na bolacha incluir algo que venha a permitir o controlo da mente dos putos para, quando eles crescerem e tiverem idade para votar, fazer com que a chegada ao poder seja "mais fácil que tirar um chupa da boca de uma criança" (mais clichés, desta feita um - cada vez mais - politicamente incorrecto; mas... tinha a ver com o tema).


Portanto, como é fácil de constatar, só é necessário ter bolachas Maria e uns bons anos de paciência para se chegar lá.


O mesmo método servirá para o resto do mundo. Basta investigar qual a bolacha dada aos miúdos nas creches e infantários dos vários países a conquistar (daqui a uns 16... 17 anos, no mínimo).


Estou em crer que a aposta na OREO não é de todo uma aposta perdida. A bolacha de chocolate com o interior de creme é tão popular por esse mundo fora que controlar a sua produção significará garantir uma larga maioria de (futuro) apoio aquando do avanço para o domínio da Terra. Mais... Aproveito para avançar que quem quiser começar em grande e dominar logo os Estados Unidos da América deve lançar-se no controlo de uma guloseima chamada Twinkies. Ao contrário do que se assiste no nosso país, não é recomendado pelos médicos (porque o produto é altamente calórico e gordo), mas os americanos são parvos e dão "junk food" aos putos logo em tenra idade (não admira, então, que sejam todos obesos). Logo, os Twinkies (tal como as bolachas Oreo e, claro, as Maria também) devem constar na lista de prioridades dos futuros déspotas sequiosos de poder tirano e absoluto que leiam este InSenso.