quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O autocarro que passou ao lado de uma grande “carreira”


Na vida, por vezes, há frases que – parecendo não ter nexo e terem vindo do “nada” – fazem um sentido imenso cerca de quatro segundos após as termos proferido.

Esta é uma delas.

O trocadilho – inicialmente involuntário – da “carreira” (carreira “profissional” e/ou carreira=viagem) falhada por um autocarro que terá ficado aquém das expectativas é um rasgo de estupidez genial (ou genialidade estúpida, como se queira ver a coisa). Mas é um excelente trocadilho, sem dúvida.

A partir dele, apetece contar a patética e desconsolada história de um autocarro que um dia sonhou ser um veículo de longo curso, luxuoso, sempre cheio de turistas bem parecidos, bem vestidos, endinheirados e muito animados, “armados” com boas máquinas fotográficas (analógicas e digitais) “até aos dentes”, rodando de cidade em cidade, passando pelos monumentos mais marcantes, as praias mais bonitas, as paisagens mais arrebatadoras e pernoitando junto aos mais luxuosos hotéis.

Mas algo terá corrido mal e esse sonho não se concretizou.

Um risco maldoso feito na pintura, um condutor de outro carro com um copo a mais que o terá abalroado deixando uma mossa na chapa, uma pedra atirada por um camião em andamento que lhe quebrou o vidro pára-brisas, … sabe-se lá o que lhe terá acontecido para ter acabado numa oficina de uma terreola (uma vila do interior), infecta de óleo queimado e cheiro a cuprinol e tinta esmaltada de qualidade duvidosa.

O que parece certo é que o autocarro ali terá ficado por tempo indeterminado, esquecido ou não recuperado por quem o devia ter levantado, mas talvez tivesse entrado subitamente em processo de falência.

Como o tempo passa – e não perdoa – o autocarro terá apodrecido, empoeirado, ficado sem travões, sem óleo, com ferrugem por todo o lado. Como o tempo passa – e não perdoa – alguém terá acabado por precisar de um autocarro para fazer transporte de velhos e crianças entre o Centro Social e a Cantina do vilarejo. Coisa de 5km de cada vez, duas… três vezes ao dia, ida e volta.

Nenhum autocarro pode sentir-se bem com isto, tendo um dia sonhado ser um veículo de longo curso, luxuoso, sempre cheio de turistas bem parecidos, bem vestidos, endinheirados e muito animados. E este não terá fugido a essa regra.

A grande carreira que um dia desejou ter-lhe-á passado ao lado. É pena… mas proporcionou um excelente trocadilho… ou se calhar foi o trocadilho que proporcionou uma boa história.

quarta-feira, 1 de dezembro de 1999

Aquele post-it no menú da página serve para alguma coisa?






Resposta:


Para já... não.

Mas desconfio que um dia destes venha a servir.

A melhor solução é ir clicando lá e ver aqui se sim ou se não...

segunda-feira, 1 de novembro de 1999

sexta-feira, 1 de outubro de 1999

segunda-feira, 13 de setembro de 1999

"NUNCA hei-de ter um Blog"... é treta? Isto é um blog!


A resposta:


É um bocadinho treta, sim. Digamos que é tanga. De leopardo, para ser mais foleirinho.

É um blog... e não é. Na sua base, é uma fusão de vários blogues, que havia por aí, meio espalhados pela blogosfera, de um mesmo indivíduo, que sempre quis "separar as águas" dos vários estilos de escrita que usa. Aliás, as coisas que escreveria nesses blog's (mas agora escrever aqui), serão assinaladas com um pequeno separador alusivo a esse facto.

Mas também é um blog, blog. Aquela coisa de postar isto ou aquilo, quando dá na veneta. Coisa normalíssima. Espero que em bom.

Sim, (também) é o meu blog pessoal. Deal with it.

sábado, 24 de abril de 1976

O "idiota" (com ou sem aspas)


Nome: Marco António

Idade: 33 anos

Profissão: Jornalista

Anterior identidade Blogger: K@









Mais coisas:

Um dia coloco aqui uma nota biográfica. Um dia. Quando me lembrar. Mas não vou pôr um lembrete no telemóvel por causa disso, aviso já.