Era uma vez um umbigo ambíguo que por ser ambíguo tinha dificuldade em dar-se com quem quer que fosse. Todos o achavam estranho, como não é de estranhar. Precisamente por ser um tipo incerto ninguém o queria por perto e o seu lado obscuro tornava o contacto com ele extremamente duro.
Dura era a existência do umbigo ambíguo, coitado, que nunca devia ter hesitado em mudar de vida quando essa mudança mais lhe foi que pedida. Não o fez, perdeu a vez. E, por isso, foi sempre infeliz, desde petiz.
Dias volvidos e esquecidos passaram sem que o umbigo ambíguo quisesse ou pudesse sequer mudar. Mas o dia chegou e tudo mudou. Ou então, não.
O facto é que o umbigo ambíguo bem tentou (e muito se desunhou) para fazer amizade de verdade. O primeiro "candidato" foi um abcesso com sucesso, mas a coisa não vingou. Depois veio o dente de um pente, mas um dia descobriu que afinal ele gostava mais do pêlo de um camelo que, entretanto, tinha escovado com especial cuidado. Mais tarde, em desespero de causa, decidiu fazer uma pausa e conheceu uma cadeira espreguiçadeira. Essa relação, calma e sem qualquer preocupação, tinha tudo para resultar e resultou… mas só enquanto durou.
Cansado e desanimado, o umbigo ambíguo esteve prestes a decidir que ia desistir. Até que, sem mais quê nem para quê, se cruzou com o joelho de um coelho, que lhe disse "Olá! Então, como está?". Aquela situação causou-lhe muita confusão. "Os coelhos não têm joelhos!", disse o umbigo ambíguo. "E os umbigos não deviam ser ambíguos! Deviam ser só umbigos, normais e nada mais!", retorquiu o joelho do coelho.
E, de facto, (nem um nem outro) não eram normais, o que (a um e a outro), os distinguia dos demais. Ao que se sabe, aquela amizade de verdade surgiu e não mais fugiu. E é isso mesmo que faz o mundo girar sem parar. O abcesso continua com o seu sucesso. O dente do pente ainda se dá bem com o pêlo do camelo e que por ele continua a ser escovado com cuidado. Quanto ao umbigo… continua ambíguo e quase sem ninguém por perto, é certo. Mas, agora, pelo menos, o umbigo ambíguo já tem um amigo.
Dura era a existência do umbigo ambíguo, coitado, que nunca devia ter hesitado em mudar de vida quando essa mudança mais lhe foi que pedida. Não o fez, perdeu a vez. E, por isso, foi sempre infeliz, desde petiz.
Dias volvidos e esquecidos passaram sem que o umbigo ambíguo quisesse ou pudesse sequer mudar. Mas o dia chegou e tudo mudou. Ou então, não.
O facto é que o umbigo ambíguo bem tentou (e muito se desunhou) para fazer amizade de verdade. O primeiro "candidato" foi um abcesso com sucesso, mas a coisa não vingou. Depois veio o dente de um pente, mas um dia descobriu que afinal ele gostava mais do pêlo de um camelo que, entretanto, tinha escovado com especial cuidado. Mais tarde, em desespero de causa, decidiu fazer uma pausa e conheceu uma cadeira espreguiçadeira. Essa relação, calma e sem qualquer preocupação, tinha tudo para resultar e resultou… mas só enquanto durou.
Cansado e desanimado, o umbigo ambíguo esteve prestes a decidir que ia desistir. Até que, sem mais quê nem para quê, se cruzou com o joelho de um coelho, que lhe disse "Olá! Então, como está?". Aquela situação causou-lhe muita confusão. "Os coelhos não têm joelhos!", disse o umbigo ambíguo. "E os umbigos não deviam ser ambíguos! Deviam ser só umbigos, normais e nada mais!", retorquiu o joelho do coelho.
E, de facto, (nem um nem outro) não eram normais, o que (a um e a outro), os distinguia dos demais. Ao que se sabe, aquela amizade de verdade surgiu e não mais fugiu. E é isso mesmo que faz o mundo girar sem parar. O abcesso continua com o seu sucesso. O dente do pente ainda se dá bem com o pêlo do camelo e que por ele continua a ser escovado com cuidado. Quanto ao umbigo… continua ambíguo e quase sem ninguém por perto, é certo. Mas, agora, pelo menos, o umbigo ambíguo já tem um amigo.








Sem comentários:
Enviar um comentário