Na Final do Curling dos Jogos Olímpicos de Inverno, TODOS os jogadores têm um microfone de lapela e na TV ouve-se todas as conversas tácticas entre eles (em directo - que é um pormenor importante, porque não há qualquer tipo ou possibilidade de filtro do que se diz e ouve).
Recordo: isto acontece numa FINAL OLÍMPICA.
Em Portugal - e no futebol português, mais particularmente - isso seria impensável.
Se há poucos dias, o Desportivo de Chaves recusou que o seu treinador usasse um microfone desses durante um jogo da Taça de Portugal (e a reportagem nem era em directo), um clube "de 1a", então, recusaria liminarmente essa possibilidade (e ainda - das duas, uma - um director de comunicação rir-se-ia da sugestão, ou diria que as nossas intenções seriam, no mínimo, duvidosas ao propor algo desse género).
Ando há tempo suficiente nisto para saber que não estou errado.
Voltando ao Curling Olímpico, não vejo estes campeões e vice-campeões (os mehores do mundo, portanto) minimamente melindrados por usar micro e ouvir-se tudo o que dizem, seja bom ou mau, seja uma táctica ou um palavrão (embora não tenham dito nenhum, valha a verdade).
O futebol português deveria aprender alguma coisa de vez em quando. Aprender alguma coisa podia até ser um passatempo giro para os senhores da bola nacional, em vez de viverem mergulhados nas suas idiotices e de julgarem que têm uma importância que realmente... não têm.
Recordo: isto acontece numa FINAL OLÍMPICA.
Em Portugal - e no futebol português, mais particularmente - isso seria impensável.
Se há poucos dias, o Desportivo de Chaves recusou que o seu treinador usasse um microfone desses durante um jogo da Taça de Portugal (e a reportagem nem era em directo), um clube "de 1a", então, recusaria liminarmente essa possibilidade (e ainda - das duas, uma - um director de comunicação rir-se-ia da sugestão, ou diria que as nossas intenções seriam, no mínimo, duvidosas ao propor algo desse género).
Ando há tempo suficiente nisto para saber que não estou errado.
Voltando ao Curling Olímpico, não vejo estes campeões e vice-campeões (os mehores do mundo, portanto) minimamente melindrados por usar micro e ouvir-se tudo o que dizem, seja bom ou mau, seja uma táctica ou um palavrão (embora não tenham dito nenhum, valha a verdade).
O futebol português deveria aprender alguma coisa de vez em quando. Aprender alguma coisa podia até ser um passatempo giro para os senhores da bola nacional, em vez de viverem mergulhados nas suas idiotices e de julgarem que têm uma importância que realmente... não têm.








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