sábado, 27 de março de 2010

Adoro trabalhar com pessoas de quem gosto de verdade


E a divulgação deste video, deste momento que acima de tudo é familiar (no sentido de que há coisas - figuras! - que só fazemos em frente a pessoas que nos são muito próximas), mais do que gozo é uma homenagem. Ao Pedro. Porque se para qualquer um é um prazer e um orgulho conhecer pessoalmente e privar com os seus ídolos, trabalhar com eles é um verdadeiro privilégio.





quarta-feira, 24 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

Fada do (1º) Dentinho


As Estátuas



Invariavelmente, são todas vistosas, representam a imagem outrora perfeitinha de alguém cujo tempo já passou, são imóveis, são inúteis e, mais cedo ou mais tarde, acabam todas cagadas pelos pássaros.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Por estes dias, e pelo menos duas vezes por dia...

... este é o meu...




Malvada garganta a minha que é, simultaneamente, sustento e tormento!...
:-(

terça-feira, 16 de março de 2010

The happiness of making a difference


Dá-me particular gozo ir dar uma volta pela net, ao início de cada semana, e pesquisar nas páginas e nos blogues dos sítios e dos clubes por onde vou passando em reportagem, para saber o que dizem daquilo que fizemos, de como se relacionaram com a equipa de reportagem, de como se sentiram ao participar ou simplesmente a ver todo o processo (bem mais complicado do que aquilo que parece ser, quando a peça vai para o "ar") no local.


Obviamente, nunca podemos agradar a gregos e a troianos e já encontrei coisas desagradavelmente injustas (insultos gratuítos por... nada em especial - só porque sim) e até palavras de indignação perfeitamente compreensíveis, visto que muitas vezes o nosso trabalho é feito em "contra-relógio" e não damos às pessoas toda a atenção que realmente querem e merecem.


Mas de um modo geral, o que sinto nestas leituras de "ressaca" do fim-de-semana é um carinho enorme e um "ciber-abraço" de quem nos recebeu e gostou de receber.


Na semana passada, sob chuva intenssíssima, fui de Lisboa a Vendas Novas, onde me encontrei com o repórter e imagem Rui Fernandes (de Évora, acabado de chegar da tragédia da Madeira), para fazermos a reportagem e o Bola na Barra da "Equipa Perfeita": o Estrela de Vendas Novas que, esta época, ainda só ganhou. Nada de empates, nada de derrotas.


Soubemos uns dias antes de lá irmos que a SportTV também tinha contactado o clube, para realizar um ReportTV (Grande Reportagem da STV) com a equipa e as gentes da terra. Apesar de os nossos colegas terem estado dias antes com eles, a nossa reportagem não foi, de modo algum, menos para eles, que nos receberam de uma forma entusiasta e amiga, como se fossemos a primeira estação de televisão a dar-lhes a atenção devida. E isso reflectiu-se no blog do clube, neste post, do qual "roubo" umas linhas. 


«(...) tivemos o prazer de receber em nossa casa uma equipa de reportagem da TVI. Um enorme orgulho em ver uma vez mais o nome do nosso Estrela e da nossa cidade em grande destaque! Apesar do mau tempo que assolou Vendas Novas ontem, manteve-se a reportagem da TVI 24, com a intenção de conhecer o segredo para todas as nossas vitórias, entrevistar vários intervenientes e colocar à prova a equipa no "bola na barra". (...) Um abraço e o nosso obrigado à equipa da TVI que nos visitou. Fica para a história do nosso clube...»


Após a realização da reportagem, o Estrela recebeu e goleou o Redondense por retumbantes 6-0, somando mais uma vitória - ficam a faltar 10 vitórias em 10 jogos para a temporada perfeita. Quando liguei ao treinador, no fim desse jogo, ele disse-me que as nossas reportagens tinham sido altamente motivadoras para todos na equipa e que, agora mais que nunca, querem ser a "Equipa Perfeita". Não marquei nenhum desses 6 golos mas senti - como sinto muitas vezes - que fiz alguma diferença. E isso nota-se no carinho que, depois dos nossos trabalhos de reportagem, demonstram no ciberespaço.


«tivemos o prazer de receber em nossa casa uma equipa de reportagem da TVI»


Ora essa! O prazer foi todo meu!





domingo, 14 de março de 2010

ORGULHO e RECONHECIMENTO
Aquilo que mais gosto de sentir, logo a seguir ao Amor e à Felicidade.


No Expresso.pt, o Maisfutebol no TVI24 recebeu uma crítica imensamente simpática mas, acima de tudo, ponderada, sem recurso à demasiadamente fácil clubíte, com que normalmente os programas de desporto na televisão são analisados, aqui e ali. Sinto-me, neste momento, um tipo orgulhoso e reconhecido, por fazer parte da "gema" deste programa, que me sai muito do corpo mas me dá a maior satisfação profissional que alguma vez tive. À Cláudia Lopes, directamente mencionada no artigo de opinião de Luis Caramelo, ... tudo. Grande parte deste meu orgulho sinto-o por ela, que é a cereja no topo de um bolo, feito com trabalho, é certo, mas também com muito respeito por quem o vai consumir (e que, pelos vistos, gosta).



«(...) De todos os programas de televisão que se dedicam ao "fenómeno do futebol" há um que se destaca em meu entender: o "Mais Futebol" que vai para o ar no serão das sextas-feiras na TVI24. É o único que carbura o tema com humor - desde logo pela apresentação cativante de Cláudia Lopes -, é o único que não faz esquematicamente coincidir o painel com partidos/clubes e é ainda o único que tem rubricas de sadia dessacralização da coisa futebolística (a "Bola na barra", por exemplo). Além do mais, foi apenas neste programa que ouvi argumentos de compreensão do que se passou no recente Portugal-China, realizado em Coimbra. (...) É bom que haja um "Mais Futebol" e é bom que haja a Coimbra que soube tirar partido do que, também, deve ser a performance do futebol!»

Muito Obrigado!



Nota: O artigo completo, AQUI.

sábado, 6 de março de 2010

Ainda bem que (ainda) é o Povo quem mais ordena!


História verídica:

Há cerca de dois meses, quando Carlos Queiroz respondeu com um video de agradecimento ao video de apoio dos Black Eyed Peas, contactei um assessor da Federação Portuguesa de Futebol* para dar uma sugestão, que nada teria a ver com o meu trabalho. Só uma sugestão, "with no strings attached".

A suegestão era a de que fosse contactada a editora dos BEP em Portugal e lhes fosse proposta a utilização da canção "I Gotta Feeling" - como está a ser feito, de resto - no apoio à Selecção Nacional mas mantendo apenas o refrão na versão orignal, criando (com a ajuda de artistas nacionais) as restantes partes letra em Português. Em 2004 viu-se o sucesso de "Será demais pedir a Taça?". Este ano, é claro que o hit "I Got A Feeling" fará o mesmo papel. Mas falta-lhe um toque... lusitano.

Bom... Eu contactar a FPF, contactei. Liguei. Liguei. Enviei SMS a dizer que tinha uma sugestão ligada ao apoio à Selecção para lhes dar. Tudo "à borla". Tudo sem qualquer outro interesse (de reportagem, por exemplo) que não o de ajudar. Ah! Voltei a ligar... Nada. Nem telefonema atendido, nem resposta à SMS. Nada. A ideia acabou por morrer, visto - é essa a minha leitura, pelo menos - não haver qualquer interesse em ouvir sugestões para o apoio à Selecção (ou ouvir o que quer que seja - assobios e "Olés" incluídos - vindos de fora da equipa) a caminho da África do Sul.

Ou melhor, a ideia que eu tinha para partilhar terá morrido mas alguém decidiu fazer, à revelia da FPF, aquilo que eu queria sugerir para ser feito a nível oficial. E mais! Fê-lo com piada, com animação, com um toque da sua região, com Povo genuíno em festa. E fez muitíssimo bem!

Parabéns à Marcha do Mar-Alte 2010 do Carnaval da Nazaré! Revejo-me completamente neste video e até acho que deveria ser esta a letra cantada pelos adeptos portugueses até e durante o Mundial da África do Sul.

Porque - felizmente! - o Povo (ainda) é quem mais ordena e se quem "manda" não quer ouvir ninguém, que sejamos nós todos a ditar o que queremos fazer, por exemplo, no apoio à selecção que, no fundo, é (ou devia ser) de todos nós.





PS: Tivessem atendido o telefone e algo deste género podia ter sido feito oficialmente, com artistas de topo, a aprovação e até um logotipo da FPF no video, como "prova de qualidade". Se calhar, isto até dava lucros jeitosos, com discos a serem vendidos como pães quentes... Agora, só espero que esta versão venha a ter o sucesso que merece (ou seja, tão grande ou maior que o original - de que, ninguém me interprete mal, eu gosto) e não seja censurada ou reprovada por quem nada fez neste sentido.


* - Esclareço que o assessor contactado tem a seu cargo a Selecção "AA" masculina, para que não se tome o todo - do Departamento de Comunicação da FPF - pela parte, neste assunto em particular. 

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Inverno - parte II: Episódio "Mas nem tudo será mau, concerteza"


A únca coisa positiva que se pode tirar desta chuva que não pára de cair sobre Portugal é a de não haver muitas razões para dizer que este país é uma seca.


Era só isto. Obrigado.


Se pudesse, dava-o para uma quermesse e rifava-o



Acho que toda a gente tem em casa um objecto que detesta. E que mesmo detestando o mantém por casa, seja por necessidade, teimosia ou outro motivo qualquer. Por estes dias, o objecto que mais detesto cá em casa é...


... este!

Não se deixe enganar pelo aspecto inocente e inofensivo que tem. Na verdade, é demoníaco!


quinta-feira, 4 de março de 2010

O Inverno



Estou em vias de registar um domínio na internet e contactei uma empresa para me tratar disso. O funcionário que me respondeu via e-mail tem como um dos seus apelidos Inverno. Não fosse o facto de ele se ter mostrado um profissional dedicado e afável... tinha-lhe dito:

«Tô far'ti, pá! Pára lá de me mandar c'a chuva, caraças!»


No fundo, estamos sempre a aprender.


«Pá... O que eu lhe disse foi para ele dizer à "EX" que vai dormir esta noite a casa da mãe. Assim, ela pensa que ele vai para lá. Mas, pelo sim, pelo não, também lhe disse para ele trocar de carro ao fim da tarde. Assim, a outra nunca vai saber onde ele está.»



Fascinante o que se pode aprender numa simples ida ao hipermercado.

PS: Outra coisa, dentro do mesmo tópico, que ouvi (no mesmo hipermercado - claramente, um verdadeiro "case study" de conversas sobre infedilidades) mas numa outra situação foi a expressão «A 1ª é uma "vassoura... A 2ª é uma senhora!...» A cultura popular ligada ao "drama" do adultério e do romance de cordel é, igualmente, de uma genialidade soberba.

PS (2): Ah!... Obviamente, "SÓ" os homens parecem ser adúlteros. Mas confesso que o ratio entre homens e mulheres (potenciais conversadores sobre temas da... actualidade alheia) antes da hora de almoço num hipermercado pende claramente para que os machos-puladores-de-cerca sejam mais criticados do que as galdérias-de-meia-tijela. Àquela hora e sempre, até porque os homens, mesmo que o façam mais - não está, de todo, provado que assim seja - falam muito menos. Sorte a delas. Ou coitadas delas. Conforme a perspectiva que se queira ter disso.





O "best-seller" que faltava!





quarta-feira, 3 de março de 2010

Ora!... E por que não?!...



Ocorreu-me uma "cena".

Depois de a ouvir pela enésima vez antes do jogo da selecção, acho que a letra da música "I Gotta Feeling" podia muito bem ser modificada para "I Gotta a Fucking". E o "Uhhhhhhhhhhh", logo a seguir, faria muito mais sentido.

Era só isto. Obrigado.

ORGULHO MEU


Há coisas pelas quais vale a pena esperar, ainda que a espera muitas vezes seja, de facto, desesperante, até se alcançar aquilo que sempre se esperou.

A partir de hoje - finalmente!!! - somos dois jornalistas cá em casa! Já o éramos, não oficialmente, desde sempre. Já o éramos, oficialmente, desde Segunda-feira. Somo-lo, de facto, a partir de hoje, e a partir da publicação desta notícia.



(toda a notícia, clicando na imagem)


Estou muito orgulhoso! Principalmente porque sei ser um estilo de escrita fluente, não "martelado", não "chapa", que pode não agradar a todos mas que não "ofenderá" ninguém e agradará a muitos, porque a internet tem de ser apelativa a qualquer hora do dia, da noite, da semana, do mês, do ano... Sempre! O volume de informação a ser colocado online é tal que se as peças não forem apelativas (no caso, através do texto), então não vale a pena sequer serem postas na "rede".

Se sou fã da minha mulher? Claro que sou! Por tudo! Se sou suspeito nesta minha apreciação? Em parte, sim, claro. Mas também sou um profissional do Jornalismo e sei do que falo. Para outras opiniões - que não a minha, como é óbvio - basta ler o texto (clicando na imagem) e cada um terá a sua. A minha é esta e sou-lhe fiel.

À opinião ou à mulher?... A ambas.

«Tiiiio! Tu 'tavas no rádio!!!»



Esta manhã, como todas as manhãs, ouvia a Radio Comercial quando surgiu uma questão pertinente. Vasco Palmeirim mostrava a sua indignação por não ter sido divulgado o método de sorteio utilizado para determinar que a selecção romena ficasse em 1º lugar no Grupo C do Mundialito de Futebol Feminino e Portugal em 2º, já que o empate entre as duas equipas era total no final da fase de grupos da competição.

Como ouvinte atento, fã do programa e companheiro do Vasco e do Pedro Ribeiro em projectos conjuntos, resolvi-me a ajudar. Liguei para dois assessores da FPF, que se prontificaram a aclarar a questão. Passei a informação que me foi dada ao Vasco e em poucos minutos (espectáculo; o imediatismo da rádio!) o Vasco disse-o no "ar", referindo o meu nome, pelo caminho.

A 200km daqui, a minha irmã levava os meus sobrinhos (Guigo e PimPim) ao infantário e ouviram o meu nome no rádio. A reacção dentro do carro foi de grande e inesperada festa. O meu telefone tocou, ainda o Vasco falava na telefonia. Do outro lado da "linha", ouvi um estridente «Tiiiio! 'tavas no rádio!!!», gritado em dueto.

O tio, abviamente, não estava "no rádio". Mas isso não importava nada aos pirralhos que sempre que falam comigo ao telefone não escondem as saudades que têm (e eu as que tenho deles). E o pretexto para aquela curta e alegre conversa até me fez sentir um pouco feliz* pelo facto de Portugal ter ficado a perder naquele maldito sorteio.



*- Peço desculpa, MISS'ter Mónica Jorge!!!

Estamos muito melhores, nós...!


Há uns dias que andava para escrever isto. Dantes, algo inovador surgia "lá fora" e só muitos anos depois chegava a Portugal. Isso está a mudar.


Mal a tragédia se abateu sobre o Haiti, foi logo montada nos USA uma "Telethon" (emissão televisiva de largas horas, com a presença de artistas, que cantam, recitam poemas, deixam mensagens  e/ou atendem telefonemas de angariação de fundos). A CNN pôs os seus meios a mexer e fez-se logo.


Há dias, logo depois da tragédia da Madeira, também se fez uma "Telethon" para ajudar! Estamos a ficar rápidos a inovar!


Quase nem se nota que nos USA já se fazem "Telethons" há cerca de 50 anos!...


terça-feira, 2 de março de 2010

Enfim. Injustiças...


Certos talentos improváveis não são devidamente recompensados. Pena. Passei a noite a fazer duas coisas: trincar-me a mim próprio na parte de dentro do lábio e colorir imagens da Minnie, do Pateta e do Babalu (o "sidekick" do mítico Pepe Rápido, remember?).


Ambas essas coisas foram feitas na perfeição. Tenho a boca toda abrasada e os desenhos estão prontos para levar para a Creche, amanhã pela manhã.


Quanto é que ganhei por ser talentoso, assim? Nada.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

My "pen scene" moment


Num dos meus filmes favoritos, "A Beautiful Mind" (sobre John Nash), há uma cena que - embora totalmente ficcionada numa história baseada em factos reais - me arrebata por completo, quando o professor (outrora alienado devido à sua doença) é homenageado pelos seus pares, que lhe dão as suas canetas, em sinal de reconhecimento.

Todo o profissional, de qualquer ofício, deve aspirar a um momento desses na sua vida. E trabalhar para ele, se possível; como forma de motivação para ser e fazer sempre melhor (n)o que faz.

Este é esse meu momento. Este é o meu "pen scene moment".

Obrigado, Loló!




E obrigado também a: Paulinha e Gonçalo (cúmplices), Irene (autora da alcunha de "Idiota"), Pedro, Nuno, António, Tomáz, Luis, e a quem vê aquilo que faço.

Não porque seja eu a fazê-lo; mas sim porque aquilo que nós fazemos só serve para uma coisa: só serve para ser visto.

«Are we learning yet...?!»

Na Final do Curling dos Jogos Olímpicos de Inverno, TODOS os jogadores têm um microfone de lapela e na TV ouve-se todas as conversas tácticas entre eles (em directo - que é um pormenor importante, porque não há qualquer tipo ou possibilidade de filtro do que se diz e ouve).

Recordo: isto acontece numa FINAL OLÍMPICA.

Em Portugal - e no futebol português, mais particularmente - isso seria impensável.

Se há poucos dias, o Desportivo de Chaves recusou que o seu treinador usasse um microfone desses durante um jogo da Taça de Portugal (e a reportagem nem era em directo), um clube "de 1a", então, recusaria liminarmente essa possibilidade (e ainda - das duas, uma - um director de comunicação rir-se-ia da sugestão, ou diria que as nossas intenções seriam, no mínimo, duvidosas ao propor algo desse género).

Ando há tempo suficiente nisto para saber que não estou errado.

Voltando ao Curling Olímpico, não vejo estes campeões e vice-campeões (os mehores do mundo, portanto) minimamente melindrados por usar micro e ouvir-se tudo o que dizem, seja bom ou mau, seja uma táctica ou um palavrão (embora não tenham dito nenhum, valha a verdade).

O futebol português deveria aprender alguma coisa de vez em quando. Aprender alguma coisa podia até ser um passatempo giro para os senhores da bola nacional, em vez de viverem mergulhados nas suas idiotices e de julgarem que têm uma importância que realmente... não têm.