quinta-feira, 5 de março de 2009

What a THRILL(er)!!!

o que é isto?
Foram dois dias em tudo se misturou: o bom com o mau, o simplesmente espectacular com o susto e o receio, o bizarro com o... muito bizarro mas profundamente divertido. Pelo meio, uma ou outra risada, exteriorizada ou contida (mas sentida com muito gozo), foram a "cola" que juntou todos estes momentos. E depois veio o Michael Jackson!... mas já lá vamos.

A missão era viajar até ao Algarve, fazer a minha estreia numa tarefa profissional de responsabilidade e voltar. Tudo em cerca de 24 horas. Parecia simples? Não foi.


Com tudo pronto para rumar ao Algarve (já com as chaves e documentos do carro da empresa na mão), recebo a notícia de que o bebé está com um problema que tem de ser resolvido de imediato com uma baixa de repouso absoluto da minha mulher. Nada de grave, precisamente porque a baixa entra em vigor de imediato mesmo. Ainda assim, não há (futuro) pai que não deseje mandar a viagem de trabalho à fava naquele curto segundo em que sabe disso, antes de voltar a pnsar racionalmente.


Depois, sim, a viagem "a solo", longa, para quem pouco dormiu. E, chegado ao destino (Albufeira), mais uma reunião de trabalho, de preparação para uma estreia (tanto quanto possível) sem sobressaltos. Reunião agradável mas longa... para quem pouco dormiu. Salvou-se a excelente conversa (quem disse que "talk business" tem de ser enfadonho?). Chegado ao hotel... mais trabalho. Mas um gajo não dorme?!...

Manhã. Telefonemas. Decisões. Uma piadola dita ao pequeno-almoço, para descontrair. Chuva... para desanimar (o Algarve com chuva é uma daquelas coisas que um tipo nem sequer concebe). 5 minutos de sol, para dar esperança e, logo a seguir, chuva outra vez. Que caraças! Mais uma piadola, vinda de um colega, engraçada mas desnecessária no sentido de que tinha sido dita só para me descontrair e eu estava perfeitamente descontraído. Salvou-se o facto da piada ter, de facto, piada.


Problemas para resolver. Uma data deles. Resolvidos, à última hora, mas bem. Pelo meio, a chance de gozar à grande com quem se arma em muito esperto e comigo próprio (de vez em quando, também me armo muito em esperto) por causa das minhas "brancas" momentâneas.

Hora da estreia. Nervos? Nada! Surpreendentemente, nem sinal de tremideira... excepto por causa do frrrrrio. A merda do "calorzinho estranho" do Algarve por estes dias é tramada! «Estamos no "ar"!... Fala!...». Nunca me soube tão bem ouvir isso. No dia em que passei daqui...





... (onde adoro estar, por causa da proximidade da bola e do cheiro à relva) para aqui...


... aquelas palavras foram música para os meus ouvidos. No fim, «Saimos do "ar"!», a descompressão, as mensagens, o exame de consciência para tentar perceber se tinha posto a "pata na argola" (uma vez, pelo menos, pus - por mera palermice) mas, acima de tudo, o dever cumprido, que é o mais importante.

Por fim, a viagem de regresso, de novo "a solo", longa, para quem dormiu pouco. Mas feita bem, apesar do muito mau tempo (lembro-me de ter pensado: «Está cá um "Algarve" no país todo que vai lá, vai!...») e já perto de Lisboa (com quase 600km feitos em 24 horas)... o rádio começa a tocar o "Thriller", do Michael Jackson. Ao fim de dois dias em que tudo se misturou... esta música "hit the spot, just the right way". Volume no máximo. Cabeça e ombros a "dançar" como o (ainda negro, na altura) Jack'o, no videoclip dos zombies. Fantásticos minutos de loucura no carro (deu jeito viajar sozinho, naquele momento). A música termina, mesmo à entrada da ponte. Desligo o rádio. Ainda faltam alguns quilómetros (poucos) até Queluz de Baixo mas decido ir em silêncio até lá. Aquela tinha a sido a canção perfeita para aquele instante, para aquele contexto. A minha aventura tinha de terminar assim. E assim terminou, com a gargalhada final, maquiavélica, a ecoar-me na cabeça até casa. Um gozo tão grande quanto o de sentir, ao fim de tantos anos, prazer por fazer algo de totalmente novo, sem "rede", sem experiência... e sem medo.

What a Thrill!...

«Estamos no "ar"!... Fala!...»

Daqui para a frente, não sei como será (e é assim que deve ser). Mas, deste, nunca mais vou esquecer quanto me soube bem.

1 comentário:

Teresinha disse...

PARABENS!!!
Se te soube tão bem, que continues :)