sexta-feira, 22 de abril de 2011

Telmo a deputado! JÁ!!!

(dirão alguns... não sei bem quem...)



A inclusão de Telmo Ferreira - Ena!... tem um apelido!!! - antigo concorrente da primeira edição do Big Brother, nas listas do PS, por Leiria, para as Eleições Legislativas serve de pouco mas interessa muito.

Serve de pouco, porque o rapaz está em posição não elegível. Ou seja, pouco serve ao próprio Telmo ser 14º dessa lista, pelo menos para já. E pouco servirá falar muito de um 14º candidato que decerto não chegará a São Bento, se não em dias de visita. Mas interessa muito, porque levanta uma questão pertinente que se prende com o que será necessário - quais as qualidades essenciais - para chegar  ao cargo de Deputado da Nação e para o (bom) desempenho dessas funções.

Mesmo que o Telmo seja um bom rapaz... mesmo que seja - como o caracteriza Miguel Chagas, do PS/Batalha, proponente do nome para as listas distritais - "um jovem empresário" cheio de valor, que "facilmente pode ser reconhecido por ter participado num programa de televisão", poucas dúvidas haverá acerca do factor determinante para a escolha do moço para estas andanças. A notícia tem levantado polémica mas eu proponho que se veja a coisa por este prisma:

Aquilo que estamos a assistir - neste caso, por exemplo - é o que agora se chama de "exercício da cidadania". A cada x anos, há palavras que surgem e que pegam de estaca, a ponto de, passado algum tempo, termos as mais altas figuras de um país a (perdoem-me o termo) "vomitá-las" por toda a parte. Nos 80's foi o "efectivamente", que nada diz e serve apenas para dar ênfase a algo já dito anteriormente e que, provavelmente, se vai repetir a seguir. Agora fala-se em cidadania como se fala de chicletes. A diferença é que as chicletes sempre têm algum sabor, para além de distrairem a malta.

Ser-se político (desde sempre uma ocupação com "boa" fama), hoje em dia, já não se trata de uma opção de quem gosta de ter/exercer poder. Pelo menos, não é isso que os políticos dizem ser a razão pela qual enveredaram pela carreira política. Dizem antes que ser político é, sim, um acto de cidadania, que é algo mais agradável ao ouvido. Como em tudo na vida, este exercício de cidadania corre bem a alguns e mal a outros, conforme a elasticidade que se tem para fazer contorcionismo nesta... nobre actividade.

O facto deste Telmo (e alguns outros, em quase todos os partidos) surgir nas listas para a eleição de deputados parece ser, portanto, algo que devemos considerar como feito, apenas e só, em prol do cidadão. Nada mais. E, sendo assim, se calhar devíamos era estar muito agradecidos por isso.

Ou não...

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