Esclareço já que não sou blogueiro, nem bloguista, porque não gosto. Sou… blogger, desde 15 de Novembro de 2004. Nesse dia pus em prática (ou em escrita, melhor dizendo) uma mania que tinha de elaborar teorias parvas sobre tudo e, acima de tudo, sobre nada’s, defendendo o indefensável, da forma mais palerma possível. A essa visão invertida (ou subvertida, não sei bem) do mundo dei o título de “inSenso Comum” e a primeira questão que coloquei à blogosfera foi por que raio haveria tanta gente a chamar-me Paulo; nome que não consta em parte alguma do meu Bilhete de Identidade.
A partir daí, a escrita criativa (ou parva - também aceito esse epíteto) foi crescendo e esse blog (também não gosto de blogues; só de blog’s) cresceu com ela. Mas porque também gostava de escrever coisas a sério e não queria cá misturas com parvoíces sem sentido, criei um outro blog, onde também escrevi sobre tudo mas, acima de tudo, sobre nada’s, pequenos nada’s, que podem valer uma vida inteira. Nesse “Petit Riens”, a sério, falei de mim, de ti, da minha avó Rosa (que saudades!), do meu gato, dos gatos da Rua das Parreiras, da minha vinda para Lisboa, do "’ti, Ka, 'tiiii!" da minha sobrinha que me apertou o coração, de Coimbra e até de uma chinesinha real a que dei o nome fictício de Lin e cuja história - escrita por mim, ali - foi lida na Antena 1.
Também sempre gostei de brincar com imagens (ainda hoje o faço no Facebook) - fotos curiosas que tiro com o telemóvel - e por isso criei uma versão em imagens do “inSenso Comum”. Primeiro no (pouco) saudoso Textamerica (que me apagou a conta!), depois no Blogspot, … depois acabei com ele porque o template estava sempre a dar o berro.
Já tive um blog em parceria com a minha mulher, sobre palavras que raramente usamos (Bey: Temos de pegar nisso outra vez!), um de falsas notícias, um sobre futebol, um de “making of” de um livro…
Criei um blog no blogs.Sapo mas não me entendi com aquilo. Criei um no Blog.com mas também não me entendi com essa plataforma. Já “decorei” graficamente vários blog’s de gente amiga. Já tomei conta de um blog muito maior que qualquer um dos meus, porque o proprietário me confiou especificamente essa tarefa.
Também criei outros blog’s. Também participei numa data deles, que não eram meus. Também comentei em imensos e muita gente comentou nos meus “tascos”. Enfim…
Fui crescendo com a blogosfera. Como se tivesse começado Blog’o-topiteco e hoje fosse um Blog’o-sapiens. É assim que resumo o meu percurso nos blog’s, onde já fui K@, K@zito, Markus, Kamarco, M, Toupeira Perdida, Trinca Ferro (nome de pássaro - e um excelente nickname, convenhamos). Já fui Jürgen, Chuto na Chincha… Já ganhei Menções Honrosas em concursos de criatividade na blogosfera. Criei personagens tão diferentes como uma Aprendiza de Costureira ou um CaJó, ex-cobrador de impostos bipolar, apaixonado por prostitutas e pela universitária do rés-do-chão filha da porteira, suportado e alimentado pela sogra, que fazia questão de lhe chamar a atenção para as manchas na roupa interior que lhe lavava todas as semanas.
Mas ainda não fiz tudo o que queria fazer nos blog’s. Ainda quero criar um de falsas fotonovelas, escrever um livro interactivo online, com sugestões dos leitores para a continuação da história…
Mais importante que tudo!… Criei - com a minha mulher - o blog da minha filha, que começa no dia em que o teste de gravidez deu positivo e relata todas as experiências desde então até hoje, que a BU já cá está a fazer-nos os pais mais felizes do mundo! Ah! Os mesmos pais que têm blog’s dedicados, em exclusivo, um ao outro, também.
Agora sou o actual gestor do blog do programa de televisão para o qual trabalho. É, de facto, uma carga de trabalho(s), mas dá imenso gozo poder passar a televisão para a blogosfera e vice-versa.
E porque ando assoberbado de trabalho (e porque o Facebook - que é mais uma “moda“ que outra coisa - é mais imediato e menos trabalhoso), os meus blog’s pessoais andam meio “abandonados”.
Porque sou um blogger e gosto de ser. Porque a minha escrita cresceu muito por ser blogger e porque um blogger deve escrever regularmente no seu blog, mantê-lo e acarinhá-lo, até para se sentir bem consigo próprio… vou voltar a cuidar do meu blog… mesmo que nele esteja sempre a dizer que… NUNCA hei-de ter um BLOG*.
* - Remodelei o aspecto gráfico, para este regresso. Espero que seja do agrado de quem aqui vier. Do meu é. Mas, se calhar, eu sou suspeito para falar disso.
























