A amiga de que eu falava no texto anterior é a Marisa Rodrigues que, apesar de ser jornalista-'extraordinaire' (sim, dito assim mesmo, "à francesa" - "écse-trá-ór-di-nérre") de dois órgãos de Comunicação Social nacionais sediada na região do Algarve, mãe de uma catraia igualmente 'extraordinaire', esposa e uma verdadeira mulher de causas, consegue ainda ter a pachorra para se dar com pessoas que aproveitam pequenos comentários de Facebook para dissertarem sobre rolhas, alcaparras e moças roliças. Não vou citar nomes, obviamente.
Depois de lhe mostrar o texto que escrevi com base no comentário dela, disse-me que tinha ficado emocionada por ter-lhe "dedicado" um post no blog, porque nunca ninguém o tinha feito.
Acho isso um erro. Toda a pessoa merece que se escreva sobre ela, pelo menos uma vez na vida. Devia até fazer parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Seja num texto longo (como o anterior) ou num curto (como este), dedicar palavras ou simplesmente falar de viva voz acerca de pessoas que nos são queridas não custa nada e acho que tem um valor inestimável. Pode falar-se muito de imensas formas subjectivas, subtis, grandiosas ou discretas de demonstrar carinho ou admiração por alguém mas, no fundo, palavras - ditas ou escritas - podem valer tanto como, por exemplo, (e já que estamos a falar de uma mulher) o gesto de entregar um ramo de flores.
Com a vantagem de que as palavras não murcham. Nunca.








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