sexta-feira, 30 de julho de 2010

Always look on the bright side... of death!


Morreu António Feio. E, hoje mais do que noutros dias, constata-se... A morte é uma treta. Perde-se um "fazedor de sorriros", que queria «matar o bicho a rir, se pudesse». Não pôde... mas tentou. Nada mais nobre se pode pedir (se é que se pode pedir o que quer que seja) a alguém que vê o corpo traí-lo, sem piedade, aos poucos, e de forma definitiva.

Há hoje menos sorrisos que ontem, portanto. Ou não!...

É curiosa a relação entre a morte e a vida, que teimamos em não reconhecer, por temermos que uma ponha fim à outra. Mas não é sempre assim. O último dia semelhante a hoje de que me lembro foi o de 8 de Agosto do ano passado. No Hospital de Sta.Maria morria Raúl Solnado, perdendo-se um sorriso imenso. No mesmo dia, nasci...a no mesmo hospital a minha filha BU, ganhando o mundo um sorriso maravilhoso.

Quantos novos sorrisos haverá hoje no mundo...? E quanta vida e felicidade nos darão?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os pedidos de desculpas (in)devidos


Nunca me aconteceu mas não deixa de me tocar directamente.

A divulgação na internet do video de uma conversa entre dois jornalistas e um comentador de um canal de televisão antes (muito antes) do início da transmissão de um jogo de futebol abriu mais uma fissura na já muito estilhaçada relação "jornalistas-clubes-adeptos".

Sim... Esta relação é sempre "a três", seja pelo simples facto de que os adeptos são o receptor do nosso trabalho (aquele que é transmitido - ou, melhor dizendo, apenas e só aquele que deve ser o transmitido publicamente), seja porque os clubes insistem em colocar o adepto na posição de "arma de arremesso" à Comunicação Social que (por culpa própria dos clubes, diga-se a bem da verdade) é o seu "inimigo número #1", só porque faz perguntas incómodas sobre assuntos incómodos que vão surgindo dia após dia (normalmente, vindos de dentro dos próprios clubes). E também porque, como todos os clubes desejam, não mostra apenas o que há de bom naquela instituição, mesmo que se fale muito do que há de mal em todas as outras.

O que se deseja mesmo, acima de tudo nos ditos clubes "grandes", é que o jornalista não informe, de todo (isso é perfeitamente secundário); mas sim que se "diga bem" deles (isso, sim, essencial e, na mente de alguns, obrigatório). Bem sei que há quem o faça e se diga jornalista. Essa até é outra questão, que não me interessa particularmente, porque nem eu sou assim, nem me dá algo diferente de asco o facto de partilhar um cartão (da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista) com essas... anormalidades do meu ofício.

Para mim, que também faço transmissões televisivas de futebol, estas situações em que surgem videos de conversas tidas em "Off" entre colegas, são como se me tivessem assaltado, com violência física. Como se me tivessem roubado as chaves de casa, sabendo a minha morada através dos meus documentos na carteira, também roubada no mesmo acto.

A partir do momento em que estes sons ficam disponíveis ao público que só tem o direito de nos ouvir desde o início da transmissão até ao intervalo e depois do reinício até ao fim do jogo (sim... não tem o direito de ouvir nada mais do que isso - tudo o resto é tão ou mais ilegal como fazer cópias de DVD's e mp3, violação de correspondência alheia, etc.) ficamos sujeitos a tudo. Principalmente, quando (como neste último episódio conhecido) um clube se manifesta oficialmente sobre o assunto, qualifica o que se ouviu (ilegalmente) como «intoleráveis» e até exige pedidos de desculpas (que - para cúmulo os cúmulos - consegue!) do canal de televisão que, em vez de simplesmente dizer «Não temos nada a pedir desculpas porque aquela conversa, oficialmente, nem existe», prefere ajoelhar-se perante a instituição e comunicar que vai instaurar os «procedimentos disciplinares adequados» em relação a uma conversa tida durante testes técnicos. Incrível!

Sobre isto, tenho a dizer que "intolerável" é um clube comunicar que «É daquilo que dizem nas nossas costas que melhor percebemos a intenção e o alcance dos comentários e observações que são produzidos publicamente». Isto é o mesmo que dizer "Quando virem jornalistas desportivos, partam do princípio que estão a falar pelas costas e, pelo sim, pelo não, o melhor é cortar o mal pela raiz. Se, depois afinal, se perceber que não estavam a falar mal - ou que só estavam a trabalhar, a relatar a verdade dos factos - paciência; pelo menos, fica-se com a certeza de que mal não falam mais." Os clubes, que lidam com as paixões dos seus seguidores e as manipulam conforme lhes convém, têm milhares e milhares num "exército" sem nome contra o "inimigo". E, um dia, este "modus operandi" vai dar (maus) frutos.

Não é raro estar ou ficarmos a trabalhar sós no meio de uma multidão, que não entende que um jornalista não são todos os jornalistas, que desde que a câmara e o microfone desligam até que volte a ligar os jornalistas não estão obrigados a relatar factos e até têm permissão para serem eles mesmos, seres humanos como todos os que os rodeiam naquele momento. Dizer "isto ou aquilo" de um jogador, de um treinador, fazer uma piada... toda a gente faz; num café, numa conversa de amigos... em todo o lado. E o mais curioso de tudo é que nós também sabemos o que dizem os clubes de nós nas nossas costas... e não é em nada melhor (é, pelo contrário, por vezes, bem pior) do que, por exemplo, uma piada ocasional sobre um guarda-redes que - dizem os factos - não tem estado bem quando muito prometia.

O que se prova é que lidamos com isso bem melhor.

Lamenta-se, de facto, tudo isto. É, aliás, uma expressão (o lamento) que, curiosamente, leio nos dois comunicados lançados acerca deste caso em particular, de um lado e do outro. Acho até sintomático este quase "acertar de agulhas" - e de Português - para bater tudo "certinho", a "bota com a perdigota"... e que venham de lá esses paninhos quentes, para amainar a coisa e sermos todos amigos outra vez.

A mim, pelo sim, pelo não, só me vão "apanhar" a falar de passarinhos e das férias que nunca mais chegam, antes dos jogos. Obviamente, se uma dessas conversas vier ilegalmente a público, vão associar isso a outra qualquer coisa que lhes dê jeito, e fazer comunicados, e/ou impedir-nos de presenciar os treinos, e exigir pedidos de desculpas... tudo na mesma.

Tentarei evitar quaisquer referências culinárias. Isso é certinho e direitinho.

domingo, 25 de julho de 2010

Atingi mais um "pico" na minha carreira!!!!


Fiz, finalmente, uma peça sobre... lagostins!...
E a palavra chuchar foi utilizada na televisão portuguesa!
Diga-se de passagem que já não era sem tempo! :-)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Hoje, ao triturar duas bolachas Maria no puré de fruta para o jantar da minha filha, lembrei-me que há 5 anos, escrevi isto...


O Verdadeiro Poder da Bolacha Maria





(publicado, originalmente, a 12 de Junho de 2005, no blog
InSenso Comum)


Descobri, completamente ao acaso, a forma de proceder à conquista definitiva do nosso país. Melhor!... Descobri, no mesmo momento, a forma de alcançar a conquista definitiva do planeta Terra!...


Já por cá explanei, amiúde, algumas linhas de pensamento que me ocorreram "aqui e ali" sobre esta temática do controlo do poder no mundo. Por exemplo, já defendi a(s) crença(s) de que tanto os japoneses como o cotão do meu computador podem estar a arquitectar a tomada do planeta à força, usando - como é óbvio - técnicas diametralmente diferentes.


No entanto, desta vez, vou um passo adiante. Não aponto um responsável por uma eventual subjugação do mundo a um poder maior. Vou, sim, nas linhas seguintes, demonstrar um dos métodos (não sabendo se há mais... mas decerto haverá) que possivelmente terá um sucesso de qualquer coisa como... 100%, se alguém o tentar pôr em prática.


A chave está nas míticas Bolachas Maria!


Nada mais simples! Quem quiser conquistar Portugal, só tem de ter paciência e bolachas Maria com fartura. Em tendo estes dois preciosos elementos... está claramente no caminho certo para dominar o nosso país.


Passo a explicar. A minha sobrinha - que está prestes a completar 11 meses de idade - passa o dia na creche até por volta das 5 da tarde, hora em que a minha irmã ou o meu cunhado (ou até eu, se for necessário) a vão lá buscar. A essa hora, todos os dias (sem excepção), os miúdos que, tal como a minha sobrinha, aguardam que os vão buscar, têm uma bolacha Maria na mão ou na boca. É um procedimento normal naquele e em centenas de outros infantários no nosso país. Aliás, segundo a minha irmã, a portuguesíssima Maria é a indicada pelos pediatras como sendo a melhor bolacha a dar aos miúdos. E a criançada parece concordar em pleno, atestando pela expressão de regozijo e os gestos frenéticos feitos pela minha sobrinha, quando a mãe lhe mostra a bolachinha, no final do jantar.


Sendo assim, parece-me claro que, estando a pequenada rendida à bolacha Maria e sendo a criançada de hoje a malta adulta do amanhã (peço desculpa pelo cliché)... quem conseguir controlar a produção da dita guloseima alimentícia, facilmente governará sem contestação nem oposição este nosso Portugal! Basta que descubra a forma de na bolacha incluir algo que venha a permitir o controlo da mente dos putos para, quando eles crescerem e tiverem idade para votar, fazer com que a chegada ao poder seja "mais fácil que tirar um chupa da boca de uma criança" (mais clichés, desta feita um - cada vez mais - politicamente incorrecto; mas... tinha a ver com o tema).


Portanto, como é fácil de constatar, só é necessário ter bolachas Maria e uns bons anos de paciência para se chegar lá.


O mesmo método servirá para o resto do mundo. Basta investigar qual a bolacha dada aos miúdos nas creches e infantários dos vários países a conquistar (daqui a uns 16... 17 anos, no mínimo).


Estou em crer que a aposta na OREO não é de todo uma aposta perdida. A bolacha de chocolate com o interior de creme é tão popular por esse mundo fora que controlar a sua produção significará garantir uma larga maioria de (futuro) apoio aquando do avanço para o domínio da Terra. Mais... Aproveito para avançar que quem quiser começar em grande e dominar logo os Estados Unidos da América deve lançar-se no controlo de uma guloseima chamada Twinkies. Ao contrário do que se assiste no nosso país, não é recomendado pelos médicos (porque o produto é altamente calórico e gordo), mas os americanos são parvos e dão "junk food" aos putos logo em tenra idade (não admira, então, que sejam todos obesos). Logo, os Twinkies (tal como as bolachas Oreo e, claro, as Maria também) devem constar na lista de prioridades dos futuros déspotas sequiosos de poder tirano e absoluto que leiam este InSenso.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Teremos sempre Estugarda!


E pronto. Começou o Mundial. E com o Mundial começou também o meu imbróglio.

De dois em dois anos, lá acontece. Torço por duas equipas. Não espero que todos me entendam mas quem é ou foi emigrante (e feliz, no país que o recebeu) saberá do que estou a falar e, eventualmente, rever-se-á até nas minhas palavras.

Nasci na Alemanha. Lá vivi até aos quatro anos de idade. Lá vi a bola rolar pela primeira vez. E lá aprendi (ainda para mais, tendo nascido na década de 70) que o futebol era qualquer coisa como “11 para cada lado e no fim ganha a Alemanha”.

Naquele país, pode-se ter dúvidas da existência do Pai Natal (figura, aliás, muito querida na cultura germânica – e não é por causa da Coca-Cola, já que eles têm um Santo Nikolaus só para eles!) mas NUNCA que a Alemanha é pátria de bola a sério. Por cá, na pátria da “quinas”, nós também achamos o mesmo e vivemos a bola tal e qual comemos torresmos [gostamos sempre!... mesmo que nem sempre seja(m) de grande qualidade]. A diferença é que a precisão norte-europeia (que rendeu aos alemães três títulos mundiais e outros tantos da Europa) não se aplica ao futebol luso. Até jogamos mais bonito (quando temos gente para isso) mas títulos não é coisa que abunde por estas bandas. Pena.

Tendo estas duas referências (e influências), acabo por ter sempre duas “camisolas” a defender nas grandes competições.

Vantagens: tenho mais hipóteses de festejar títulos; posso vibrar com futebol eficiente e geométrico ao mesmo tempo que vibro com futebol fantasioso e mais emocionante; posso acompanhar os jogos ao sabor de chouriço assado português e cerveja alemã (associação que aconselho vivamente para quem nunca experimentou) …

Desvantagem (só uma): quando as duas equipas se defrontam é uma maçada. Hesito sempre mas (claramente, em meu prejuízo) acabo sempre por optar por Portugal.

Na verdade, aborrece-me que seja costumeiro a Alemanha bater Portugal e que haja apenas uma vitória claríssima deste lado (no Euro 2000, por 3-0; golos – todos! … quem diria?! – de Sérgio Conceição). E aborrece-me ainda mais quando, como em 2006 e 2008, os jogos perdidos por Portugal sejam decisivos (em 2006, podia ter dado o 3º lugar no Mundial e em 2008, o acesso às meias-finais). Também me chateia que um dos episódios mais tristes do futebol lusitano tenha acontecido num jogo com a Alemanha. Era de qualificação para o Mundial 98… Mas aí a culpa foi de um francês, o árbitro Marc Batta (o que ajuda muito ao meu asco de estimação pelo futebol gaulês).

Ainda assim, continuo a gostar muito de ver a Alemanha jogar (e este ano vibro especialmente, desde a goleada fantástica aplicada à Austrália, com futebol de primeira água da “Mannschaft”) e sinto que alguns alemães, mesmo sem ligações a Portugal, gostem de ver a nossa Selecção dar espectáculo (quando dá…).

Em comum, acho eu, teremos sempre… Estugarda. O jogo em que Carlos Manuel fez maravilhosamente o impossível, apurou Portugal para o Mundial de 86, sem eliminar a Alemanha que, no México, foi vice-campeã (Maradona… Nada a fazer...). Um golo maravilhoso. Que encantou Portugal e a Alemanha, imbatível há décadas até aquele momento. Bem batida. Com um toque de magia. Lembro-me de ter ouvido que os adeptos germânicos no estádio aplaudiram o tento do "6" português. Nesse dia, acho que até os derrotados jogadores alemães se sentiram privilegiados por estar em campo e poder presenciar aquela obra de arte ali no relvado, de tão perto.






= = = =


Texto publicado, originalmente, no jornal


segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Jogo #500 da Selecção Nacional


Ricardo Ornellas, treinador (chegou a ser seleccionador nacional) e cronista das décadas de 50 e 60 chamou-lhe "a equipa de todos nós".

Ora... a equipa de todos os portugueses faz esta terça-feira o jogo 500 de um percurso que começou a 18 de Dezembro de 1921, num jogo contra a Espanha em Madrid.

desde então, a equipa das quinas, como também é conhecida, viveu precisamente como o futebol português, entre altos e baixos, sucessos e insucessos.

1966 é uma das páginas de ouro da selecção nacional. a vitória sobre o Brasil de Pelé... o frenético 5-3 contra a Coreia, a derrota com a Inglaterra que jogava em casa... o 3º lugar conquistado frente à poderosa união soviética. Nem Yashin impediu o pódio de Portugal. Foi uma campanha histórica que elevou Eusébio a melhor português de todos os tempos e fez de todos os jogadores verdadeiros heróis nacionais.

Depois o jejum, longo, de quase 20 anos, até ao Euro 84. Portugal só caiu aos pés da anfitriã, França, que tinha Platini. Portugal caiu... a muito custo... ainda deu espectáculo... Não foi suficiente. Portugal foi 3º.

Um ano mais tarde... “O” golo, o de Carlos Manuel, na Alemanha… fazia com que Portugal regressasse aos mundiais, no México 86. Começou tudo bem... acabou tudo mal. Saltillo é ainda hoje nome de terra desconhecido por todos... excepto mexicanos, claro, e portugueses.

Mais um jejum... de 10 anos, até que chegou a “Geração de Ouro”, que lançou Portugal para o europeu do ano seguinte, de regresso à Inglaterra. chegou a beijar-se a bandeira nacional mas um chapéu de Poborski deitou tudo a perder.

Em 2000, a selecção parecia imbatível, e foi... quase. “Esmagou” a Inglaterra, a Alemanha, passou pela Turquia... caiu outra vez, na meia-final, outra vez aos pés da França… e à mão de Abel Xavier.

2004... em casa... em Portugal... viveu-se um ambiente único em torno da selecção e do europeu que o país organizava. A equipa parecia ser mais de todos nós do que alguma vez tinha sido. Em campo, as coisas começaram exactamente como viriam a acabar. Pelo meio, lances mágicos, com os pés... com as mãos, com Portugal a vibrar. E depois a Grécia, a Grécia do 1º e do último dia... e o choro. Portugal foi vice. Tão perto e tão longe ficou Portugal de um título.

Veio o mundial de 2006, e os velhos conhecidos. Portugal voltou a vencer a Inglaterra e a Holanda, como se já de um hábito se tratasse... e outro “habitué” estragou a festa... Outra vez nas meias finais... Outra vez a França! Portugal ficou em 4º no mundial da Alemanha e partiu para o europeu da Suíça e da Áustria, onde depois de uma qualificação sofrida, até à última. Sem deslumbrar, a selecção cumpriu na 1ª fase, ficou nos quartos-de-final.

Agora com Queiroz ao leme, a “equipa das quinas” vai para o jogo #500, um número que por força dos Descobrimentos tem um peso inegável para Portugal. Descobrimentos que nos levaram ao Brasil, o tal país do futebol, de má memória recente e adversário na África do Sul. Antes disso ainda, no jogo meio-milhar... Moçambique, outro ponto de encontro com os Descobrimentos de há 500 anos. Agora, os novos “Navegadores” são outros. O Cabo das Tormentas há muito é Da Boa Esperança. E, não tarda, é precisamente por lá, pela Cidade do Cabo, que passa o início da caminhada para os mil jogos da Selecção Nacional, a equipa de todos nós.

sábado, 22 de maio de 2010

Ach'que parece qué pezitive!



O Clube Nacional da Imprensa Desportiva (CNID) distinguiu o «Maisfutebol» (sexta-feira, às 22 horas, TVI24) como programa de televisão do ano.

O prémio será entregue na próxima terça-feira.

Nas outras categorias de media os vencedores são estes:

Fotografia: Armando França (Associated Press) Rádio: TSF Desporto Imprensa escrita: António Santos Neves («A Bola») Prémio Vítor Santos: João Seixas («Record»)

Rosa Mota e Carlos Lopes vão receber o prémio prestígio Fernando Soromenho.

Durante a cerimónia, que decorrerá no Fórum Telecom, Durante esta cerimónia, serão anunciados os Prémios CNID-MEO 2010 para atletas, técnicos e equipas do ano de diferentes modalidades.

(in www.maisfutebol.iol.pt)

sábado, 15 de maio de 2010

Taça... é no Jamor! E não se fala mais nisso!



Sei que poderei ser acusado de ser sulista e elitista. Sei que não sou. E também sei que quem acusa os que defendem o mesmo que eu são bem mais elitistas e muito mais regionalistas do que aquilo que acusam os outros de serem.


Para mim, a final da Taça de Portugal joga-se no Jamor e não se fala mais nisso.


A razão é simples. O Jamor chama-se, na verdade, Estádio Nacional e isso deveria ser o suficiente para que não fosse posta em causa a realização do jogo da prova rainha do futebol português num local que é histórico, que é mítico, que é o palco ideal para um jogo especial para todo o país, quaisquer que sejam os clubes em confronto.


Eu sou um confesso amante da competição Taça de Portugal. Adoro o facto de poder não ser um dos “suspeitos do costume” a levar o caneco. Adoro a festa que o povo faz na mata do Jamor, antes e depois do jogo decisivo. Adoro que os clubes ditos mais pequenos tenham o sonho de um dia pisar a relva do Estádio Nacional. A Taça… é de Portugal. Não é um caneco qualquer.


Só o regionalismo bacoco (acima de tudo, nos últimos anos, vindo de um Norte que “precisa” sempre de ter um inimigo sulista, para angariar apoio popular) pode defender que a final mais histórica do nosso futebol se jogue num estádio diferente todos os anos.


A (eventual) banalização deste jogo é, a meu ver, inadmissível.


Até agora, um único argumento pareceu ser adequado para contestar de alguma forma a realização desta final no Jamor: a falta de condições de segurança. Concordo. O Jamor não é absolutamente seguro… para os adeptos que os clubes ditos “grandes” têm, para quem a Taça de Portugal é só mais uma competição, menor, mais “fraquinha” que o campeonato, uma espécie de “só interessa para salvar a época, caso o campeonato corra mal... ou - conquistado o título da Liga - para esfregar a dobradinha na cara dos rivais”. Para todos os outros (tipos de) adeptos, desses ou de todos os outros clubes, estar no Jamor é uma honra e são eles que fazem a festa.


Pergunto a quem defende que a final deve sair do Estádio Nacional (em vez de defender que haja, por exemplo, pequenas obras de melhoramentos - que reconheço serem necessárias - ou que haja então… mais civismo de todos os agentes desportivos para que não se perca o controlo do comportamento dos adeptos) se a Taça deve ser só mais um jogo, frio, sem festa, como um jogo da Liga? Ou, então, onde mais se pode fazer a festa popular, ligada a um jogo (que é, de facto, especial), com “comes-e-bebes”, com sombra, com espaço, com liberdade e, sim, também com a segurança que o facto de não estar toda a gente comprimida num pequeno recinto garante?


Se alguém me souber responder, aceito discutir este assunto, naturalmente.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

E é assim que se cansam neurónios essenciais, por exemplo,
para que o corpo saiba quando inspirar e expirar...





Patrícia Matos: «Estás com humor muito apurado hoje.»

Marco António: «Sim. Foi feito em lume brando.»




Pronto. Agora é esperar uns dias.


O triunfo (ou, melhor, A Vitória) da bizarria - Parte 2



Depois de ter decidido dar à filha o mesmo nome da águia que sobrevoa a Luz antes dos jogos, Fábio Coentrão afirma que prefere ir ao Mundial do que ir de lua-de-mel. Cada tiro, cada melro. O moço bem pode ter jeito para jogar à bola mas é um "pé de tijolo" no que toca à vida familiar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

"You say tomato, I say tomahto"

Adoro quando se diz ESTEJE em vez de ESTEJA.


Era só isto. Obrigado.

O triunfo (ou, melhor, A Vitória) da bizarria



Acabo de saber que Fábio Coentrão vai ser pai e que vai dar à filha o nome Vitória. Ora aí está algo que não me ocorreu, aquando do nascimento da minha filha: dar nome de animal de estimação (é o que a águia é). Bom... Já decidi. Se voltar a ser pai, no caso de ser menino, chamo-o de Bóbi e no caso de ser menina, Lassie.

A nossa "telenovela brasileira"



Vivemos hoje aquilo que sempre dissemos do Brasil: que as novelas eram a forma do país fantasiar com vidas melhores do que a que vivia na realidade, com a pobreza real a contrastar com a riqueza das personagens da tv. Hoje, Portugal vive "anestesiado" por um título desportivo que de nada vale para a (vazia) carteira do cidadão, a que foi tirado dinheiro para uma visita papal, tão espampanante quanto inútil.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um "Pica-Miolos" com objectivos
(ou "Um chato com 'ganas' de tentar fazer coisas diferentes")



Sei que canso as pessoas que me rodeiam a falar-lhes das ideias que vou tendo para fazer coisas novas, diferentes, num meio que deve estar em constante evolução mas onde a evolução [vítima da ditadura das audiências] se faz a conta-gotas - não vá algo de "brusco" afugentar o público, nem que seja por 5 minutos. Eu defendo que o que se estranha primeiro, entranha-se depois. Luto por esse ideal, mesmo que canse os outros no processo, se for isso o necessário para lá chegar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Google, o nosso "Balcão Central" de todas as horas



Quando era miúdo e - ainda na Alemanha - ia a um grande supermercado com os meus pais ficava fascinado com as mensagens no sistema sonoro da loja que anunciavam onde os clientes poderiam resolver qualquer problema - desde uma simples reclamação, uma devolução de um produto ou até encontrar um miúdo como eu perdido da família. Aquele «Não hesite em dirigir-se ao Balcão Central!» que se ouvia em todo o supermercado dava-me a garantia de que não haveria imbróglio que não se pudesse resolver num Balcão Central de um supermercado. Na altura - santa inocência! - pensei mesmo que se os líderes dos povos em guerra se dirigissem a um desses balcões, saiam de um qualquer supermercado com um aperto de mão dado e a certeza de não haveria mais tiros para ninguém.

Obviamente, o tempo passou e cedo percebi que num Balcão Central de um supermercado os tais “quaisquer problemas” que os clientes podem resolver são só mesmo reclamações, devoluções e ter um ponto de encontro para criançada que fique um tempinho mais no corredor dos brinquedos enquanto os pais vão comprar hortaliças e pack’s de cerveja. Ainda assim, gosto de pensar que os miúdos - embora muito menos inocentes, hoje em dia - ainda sentem o mesmo que eu sentia, ao ouvirem «Não hesite em dirigir-se ao Balcão Central!»

Nos tempos que correm, a resolução de qualquer problema passa mais pelo Google do que por um super ou hipermercado; ou até do que por outro lugar, real ou virtual. Aliás, tenho a sensação de que, caso tivessem essa oportunidade, até os hipermercados mudariam a sua mensagem do sistema sonoro. Sugestão minha: «Caro cliente. Obrigado pela sua preferência. Aproveite as nossas promoções. Para a resolução de qualquer problema, não hesite em… consultar o Google.com. Eles lhe dirão como pode resolver a questão, de certezinha. Obrigado!»

Na verdade, eu próprio concordaria se isso acontecesse um dia. O Google faz mais por mim do que um qualquer funcionário de qualquer Balcão Central, seja de um supermercado ou mesmo - desconfio - das portas do Céu (onde se devem resolver os derradeiros - e mais complicados - problemas de cada um). Basta escrever o que preciso e os links de interesse sobre o assunto em causa como que “jorram” de imediato. Um deles vai ajudar-me de certeza. Não se pode pedir mais do que isto. Ou melhor… Se calhar, pode. O que eu acho que falta ao Google é só mesmo que, quando surge um problema na vida das pessoas, haja logo uma mensagem a ecoar na cabeça de cada um, dita em voz-padrão, em tom colocado e com as reconfortantes palavras: «Não se preocupe! Vá ao Google! Vai ver que a coisa resolve-se num instante!»


É obvio que não poderia ser numa instalação sonora. À frequência com que os habitantes do planeta têm problemas, não se ouviria mais nada no mundo a não ser isso. O ideal era a mensagem ser emitida dentro da própria mente em stress, e apenas audível por quem tivesse o que quer que fosse para solucionar. Hmmm… Talvez seja pedir muito… para já. Um dia lá chegaremos, certamente. Mas ninguém me tira da ideia que o Google não esteja a trabalhar nisso ou não terá mesmo já uma solução para esse problema também.

domingo, 18 de abril de 2010

8 meses e 10 dias de pura sabedoria


De tudo que que já ouvi acerca do imbróglio causado pela núvem de cinzas do vulcão islandês, a declaração mais sábia surgiu de quem menos esperava: a minha filha BU, de 8 meses.






Olhou para a TV, tirou a chupeta, apontou para a núvem no ecrã e disse: «ÔBÁ-BÁ-PÁ-Ô-PÁ-ÔBÁ-BÁ-BÁ-Ô!» Depois riu-se. Concordo. Mais vale levar isto tudo sem explicações muito científicas e com bom humor.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010