quinta-feira, 22 de setembro de 2011

! EXCLUSIVO !
Tutorial para enfrentar as mudanças no Facebbok




O Facebook vai mudar uma data de coisas. Como funcionará?


Compra-se uma chave daquelas tipo das lavagens automáticas, com furinhos. Bebe-se 2 golos de chá de camomila (sem isso, não funciona). Descarregam-se fotos para um balde com água. A seguir, passa-se a roupa que há em casa por passar e bebe-se um café forte (sem isso, não funciona!). Por fim, coloca-se a password no Facebook e espera-se que tudo corra bem. Simples.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O que ainda não (se) disse acerca do prémio do programa Maisfutebol


O Maisfutebol no TVI24 recebeu o segundo prémio de Melhor Programa Desportivo de TV em pouco mais de dois anos de emissões. O primeiro, em Maio de 2010, foi atribuído pelo CNID (Associação Nacional dos Jornalistas de Desporto) e pela Meo. [Posts - e vídeo - sobre esse galardão aqui e aqui.]

O segundo, recebido há poucos dias, foi atribuído pela Liga Portugal (nova designação para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional). [Notícia - com vídeo - do site Maisfutebol aqui.]



Ora... não é comum um programa de televisão em Portugal receber muitos prémios. Aliás, raros são os programa de televisão em Portugal com longevidade suficiente para juntar seguidores, quanto mais prémios. No nosso país faz-se muita televisão "chiclete", de mastigar e deitar fora rapidamente. O Maisfutebol no TVI24 ainda está na fase de saber se passa de "chiclete" a "comida a sério". Dois anos e quatro meses de emissões dão ao programa de sexta-feira à noite apenas um estatuto de jovem à procura da idade adulta, o que dá valor especial aos dois prémios já conseguidos, entre todos os programas desportivos de todos os canais de televisão. É uma espécie de "mundo dos grandes" onde um espaço num canal de cabo nascido há pouquíssimo tempo (e, durante muito tempo, existente apenas na plataforma ZON - o que, curiosamente, se verificava quando recebemos o prémio CNID/Meo) se bate aparentemente em condições de igualdade com programas em canal aberto... e vence!

O Maisfutebol no TVI24 é um produto diferente feito por pessoas que ousam pensar diferente e isso tem dado frutos. A fuga aos formatos existentes (que muitos consideram as fórmulas de sucesso) foi desde sempre um objectivo a atingir e, de facto, atingido. O resto - manter um programa sempre inovador, com ideias novas a surgir e dentro das possibilidades/limitações que o meio da Comunicação Social hoje tem - era (e tem sido) o mais complicado. O segundo galardão agora arrecadado, que mais não seja, tem o mérito de nos dizer que devemos estar a fazer algo bem feito, pelo menos. E o reconhecimento pelo esforço (acima de tudo mental mas por vezes também muito físico) que este programa exige é, mais do que tudo, uma forma de nos motivarmos para o dia seguinte.

Por fim, o seu a seu dono.

O Maisfutebol no TVI24 é um programa com um formato que é do agrado de muitos (apesar de passar apenas e só no cabo - embora já em todas as plataformas do mercado) mas não de todos, naturalmente. E, tal como acontece com os espectadores, o formato do programa é do agrado de muitos mas não de todos os profissionais da Comunicação Social, o que também não espanta minimamente. A diferença é isso mesmo. Não é pretensão nossa "agradar a Gregos e a Troianos" mas fazemos um esforço para agradar ao maior número possível de espectadores. São eles que nos interessam e por isso esforçamo-nos. Como consequência, o feedback que recebemos vai precisamente nesse sentido.

A todos os que gostam de ver e fazer o Maisfutebol no TVI24, o meu sincero obrigado.

Mas gostaria de agradecer também a quem normalmente não se agradece. À Cláudia Lopes, em primeiro lugar. Poderá parecer estranho mas como é ela quem recebe os prémios e sobe ao "palanque" para agradecer, nunca há um agradecimento para ela, que é a "cola" que junta todos os elementos do programa, seja a fazer os textos de pivot's de ligação entre as reportagens ou a lançar a conversa com os comentadores, seja a promover as reuniões de discussão de ideias (normalmente à quarta-feira), "chateando" (e bem!) tudo e todos para que a equipa se junte para o necessário brainstorming. Depois, a todos os jornalistas, repórteres de imagem, grafistas, sonoplastas, operadores de câmara, assistentes de realização e de estúdio, realizadores, copy's e editores de imagem que todos os dias, na editoria de Desporto e na redacção da TVI, contribuem com o seu trabalho e com as suas ideias (muitas vezes muito mais rebuscadas e engraçadas que as nossas) para o programa. E um agradecimento especial a três  pessoas que trabalham sempre "escondidas" (porque é mesmo essa a sua função) mas sem elas não seria possível fazer o que fazemos. Paula Cristina, Cristiana Ferreira (produtoras da TVI) e Sílvia Carvalho (secretária da redacção do jornal online do Maisfutebol). São discretas mas absolutamente essenciais e a elas faço o meu agradecimento público.

Obviamente, à minha mulher e à minha filha já agradeci em casa, pela tolerância que têm ao aceitar ter-me menos tempo do que devia estar com elas. Se a primeira sabia ao que ia, a segunda não tem que ter a mesma compreensão. Ainda assim, aqui fica - devidamente escrito para a posteridade - que é maravilhoso poder contar com elas para tudo.


domingo, 3 de julho de 2011

...

Uma notícia totalmente inesperada pôs-me a pensar todo o dia nisto.


A resposta mais aproximada da correcta à mais velha questão da Humanidade pode muito bem estar na alma daqueles que, buscando o sentido da vida ou tentando dar sentido à sua vida, encontraram uma solução acreditando fazer sentido a sua própria morte.



terça-feira, 28 de junho de 2011

Sobre Angélico (e casos semelhantes), apenas uma coisa...



Portugal vai somando "James Dean's". Impressionante.




Regredir para ser/fazer melhor


Durante anos foi assim que escrevi as minhas peças de televisão. No carro de reportagem, na viagem de regresso à delegação de Coimbra, de dia, de noite, de madrugada, em auto-estrada ou estradões de terra esburacados. Depois, já em Queluz... tudo escrito a computador. Mas agora... sinto necessidade de voltar às "origens". Até passo tudo "a limpo" depois para o computador mas para que a escrita saia bem tem de ser assim, ao ritmo do pensamento, à velocidade da esferográfica, ao soluço do erro e da correcção.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eu e o mecânico que (se calhar) já fui

Se calhar, um dia, numa outra incarnação, fui mecânico. Um daqueles mecânicos com calendários de gajas com pouca (ou nenhuma) roupa a forrarem por completo as paredes da oficina. Se calhar. Na verdade, não sei. Mas devo ter sido. Só assim se explica porque é que acho tudo isto tão sexy.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bem-vindos ao país (ir)real!...

Ciclicamente, durante duas semanas, os políticos saem dos seus casulos (gabinetes com ar condicionado e mais ou menos mármore e madeiras envernizadas) para se enfiarem - sim... é mesmo este o termo - naquele que julgam ser o país real.

Gosto sempre dessa suposta crença que os políticos têm, de que vão sentir o que sente o português comum, nas ruas do Portugal "normal". Gosto porque é uma mentira que julgam piamente ser verdade, tantas foram as vezes que a repetiram, mentalmente nas suas próprias cabeças e/ou à frente de um "espelho meu, espelho meu..." que os engana toda a santa vez que se põem à frente dele. 

É interessante que durante as campanhas eleitorais se passe a ideia de que os candidatos desejam o contacto directo com o povo, quando o que se quer na realidade é ser bajulado pelos seus apoiantes de sempre. Apoiantes... militantes... chame-se-lhes o que se quiser... são seres curiosíssimos - davam excelentes estudos sociológicos, todo e qualquer um deles - sejam os que em determinada localidade estão à espera para bajular o líder que os visita ou os que vêm de comitiva e bajulam o líder onde quer que seja, de forma (quase) profissional, pintando da cor do partido, antes, durante e depois da passagem do líder - e com tudo o que se lembram - as ruas previamente escolhidas para representar o tal país real. Ruas visitadas sem fato, sem gravata, de manga de camisa, de calça de ganga... Porra, que o homem é mesmo um de nós! - alguém o há-de pensar. Um voto, logo ali! Tudo conta.

Durante quinze dias, o país visitado pelos políticos tem muitas feiras, muitas festas, muitos beijinhos, muitas peixeiras, muitas bandeiras, muitos panfletos, muitas t-shirts garridas com frases curtas de "Mudança" e "Confiança", muitos bonés, e muito sei lá mais com quê... Um país irreal, no fundo; só real durante aquele tempo, de carros coloridos com megafones, de almoços-convivio, de promessas, de acusações aos outros partidos com que no futuro se terá de fazer alianças.... Enfim. Os mesmos dias em que, subitamente, a democracia significa, afinal, não que se diga livremente o que se pensa mas sim que  ninguém pode discordar do líder partidário que contacta com o povo. Valha-nos Deus se assim acontece! Por ser tão rara essa visita, talvez o povo tenha mesmo esse dever de se sentir agradecido e não afrontar o líder, até porque fica mal nas reportagens da televisão às oito da noite, quando um bate-boca corre mal. Por vezes acontece. O repórter divulgou, o malvado! Alguém viu. Porra, que o homem é malcriado. Um voto perdido, logo ali. Tudo conta.

Por isso, lá vêm os apoiantes, fiéis, leais - quais cãezinhos que protegem o dono - a afastar possíveis detractores ainda o líder não passou naquela arruada... perdão!... naquela "onda de vitória" (oiço isto todas as campanhas, de há uns anos para cá, mudando apenas, por vezes, o termo vitória por dinâmica; enfim... pormenores). Por vezes a coisa não corre bem. Há arrufo, uma chapada ou outra, aqui e ali, mais qualquer coisa, de vez em quando... No fundo, coisas que acontecem no dia-a-dia do tal país real - pensam os candidatos... ou pelo menos, parece que pensam, porque desvalorizam sempre os desacatos. Desde que o repórter não tenha visto... tudo bem.

E depois, no fim de tudo, vai-se a votos e... tudo pára. Param as palmas, as frases feitas, os slogans, os comícios, as arruadas, as feiras, os beijinhos, as bandeiras... e pronto. As peixeiras voltam a ser lembradas na próxima campanha. Voltam-se a vestir os fatinhos. Tudo volta à normalidade.

O país real cansa! - dizem eles, que a partir dali voltam a preferir o conforto do país real das conferências de imprensa, dos Passos Perdidos, das Comissões Parlamentares, dos comentários políticos nas TV's, das inaugurações, das visitas de ao estrangeiros, das negociações de orçamentos, da nomeação de assessores... A "Mudança" e a "Confiança" continuam a ser as palavras vãs que sempre foram mas voltam a ser guardadas numa qualquer gaveta de uma secretária de madeira envernizada num gabinete com mais ou menos mármores e com um bom ar condicionado. Que mal passei eu na campanha!... Tanto calor!... Suei tanto!... Tanto aperto!... Tanta gente que me queria ver, apertar a mão, mostrar-me a sua confiança... Vida dura, aquela, de contactar com o povo do país real, ouvir as suas preocupações... não é, espelho meu?...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ser feliz no trabalho (também) é isto!...

Gosto de gostar das pessoas de quem realmente gosto. Algumas dessas pessoas trabalham comigo. Hoje cheguei à minha secretária e tinha um papelinho por baixo do teclado do computador em que estava escrito...




Maravilhoso!



domingo, 29 de maio de 2011

"Webcedário", o livro, já está à venda
e é apresentado a 2 de Junho!



Já está nas livrarias... "Webcedário", da Editorial Bizâncio, "o livro dedicado às letrinhas, essas nossas amigas..."


Um  projecto que teve origem na blogosfera (no blog Webcedário) e do qual tenho o imenso orgulho de fazer parte, ainda que de forma muito simples. O lançamento oficial será no próximo dia 2 de Junho.

É um livro de humor diferente de tudo feito até hoje em Portugal. São pequenos cartoons sobre letras e sinais gráficos (caracteres, basicamente) que ganham vida para diálogos perfeitamente inesperados. (Alguns exemplos, aqui.)

O autor, "ABC Dário", é um amigo desde 2005, precisamente dos tempos em que ambos mantínhamos os nossos blogues actualizados diariamente. A mim, sempre fez sentido passar os cartoons com as letrinhas como protagonistas para o "papel" e isso finalmente aconteceu. É uma realidade e o livro já está à venda nas livrarias (com o preço de capa de € 9.50) e online (com preços a partir de € 8.54).

A minha participação neste livro é como "artista convidado", estatuto que divido com com Joaquim Cardoso (outro amigo feito também em 2005, exactamente no mesmo contexto da blogosfera). Cada um de nós tem uma página assinada no livro. Para mim, é uma honra imensa e um tremendo gozo. Toda e qualquer oportunidade para fugir à obrigação permanente de ser objectivo e “qualquer-coisa-mente” correcto é benvinda. E, pela primeira vez, essa minha "veia" fica de alguma forma eternizada em papel e não somente em posts de blog ou de redes sociais.


O convite para o lançamento oficial aqui fica!



domingo, 15 de maio de 2011

Sinhôzinho Malta: Certo ou Errado (para Portugal)?
Errado, obviamente.








Um post de uma amiga minha no Facebook rezava o seguinte:





"Isto tá a precisar é de um Sinhôzinho Malta!"




A minha imediata reacção foi fazer um "Like!" e comentar "Boa ideia!" Mas depois fiquei a pensar naquilo e acabei por chegar à conclusão de que não gosto assim tanto disso porque também não acho assim tão boa ideia. A minha explicação é simples (espero). 




Em Portugal, Sihnôzinho Malta não se safava.


Apresentar 50% de hipóteses (estar "certo" ou estar "errado") para levar a sua avante, em Portugal... não cola! Por cá, ou se "está certo, mas..." (as vezes que for necessário e por muito certo que se esteja), ou se "está errado, mas isso com jeitinho faz-se na mesma", ou se está "completamente a leste do que é certo ou errado mas faz todo o sentido", ou se está "errado mas se calhar dá para ninguém se aperceber que isso custa mais uns milhões e a gente ainda põe algum ao bolso", ou se "está certo mas nunca na vida ('Jámé!!!') se fará o que foi pensado e estudado e proposto com conta peso e medida"... 

Podia continuar a dar exemplos mas acho que estes já dão uma ideia de que, obviamente, o "Simplex" preconizado por Sinhôzinho Malta nunca (que nunca) faria 'escola' em Portugal. Não! Por muito que chocalhasse o relógio e as pulseiras...

domingo, 8 de maio de 2011

A minha humilde contribuição para a "guerra" Portugal-Finlândia





Depois do video feito pela CM de Cascais para  chamar a atenção da Finlândia  "What the Finns need to know about Portugal" e do video de resposta "What Portuguese should know about Finland"... aqui fica a minha contribuição para acicatar os finlandeses um pouco mais.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Faz o que eu digo..."

Em 2011 (século XXI, portanto) há empresas que chegam ao paradoxo de denunciarem as chamadas injustiças laborais de outras empresas mas que as praticam, igualmente ou até de forma mais escabrosa. Ter pessoas alegadamente à experiência, não remuneradas, sem contrato profissional ou de estágio, com trabalho seu a ser lançado - duvido que previamente (re)visto - para o público... no mínimo, faz-me confusão. No máximo, parece-me ser puramente ilegal. Mas acontece. A comunicação social costuma relatar esses casos...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Telmo a deputado! JÁ!!!

(dirão alguns... não sei bem quem...)



A inclusão de Telmo Ferreira - Ena!... tem um apelido!!! - antigo concorrente da primeira edição do Big Brother, nas listas do PS, por Leiria, para as Eleições Legislativas serve de pouco mas interessa muito.

Serve de pouco, porque o rapaz está em posição não elegível. Ou seja, pouco serve ao próprio Telmo ser 14º dessa lista, pelo menos para já. E pouco servirá falar muito de um 14º candidato que decerto não chegará a São Bento, se não em dias de visita. Mas interessa muito, porque levanta uma questão pertinente que se prende com o que será necessário - quais as qualidades essenciais - para chegar  ao cargo de Deputado da Nação e para o (bom) desempenho dessas funções.

Mesmo que o Telmo seja um bom rapaz... mesmo que seja - como o caracteriza Miguel Chagas, do PS/Batalha, proponente do nome para as listas distritais - "um jovem empresário" cheio de valor, que "facilmente pode ser reconhecido por ter participado num programa de televisão", poucas dúvidas haverá acerca do factor determinante para a escolha do moço para estas andanças. A notícia tem levantado polémica mas eu proponho que se veja a coisa por este prisma:

Aquilo que estamos a assistir - neste caso, por exemplo - é o que agora se chama de "exercício da cidadania". A cada x anos, há palavras que surgem e que pegam de estaca, a ponto de, passado algum tempo, termos as mais altas figuras de um país a (perdoem-me o termo) "vomitá-las" por toda a parte. Nos 80's foi o "efectivamente", que nada diz e serve apenas para dar ênfase a algo já dito anteriormente e que, provavelmente, se vai repetir a seguir. Agora fala-se em cidadania como se fala de chicletes. A diferença é que as chicletes sempre têm algum sabor, para além de distrairem a malta.

Ser-se político (desde sempre uma ocupação com "boa" fama), hoje em dia, já não se trata de uma opção de quem gosta de ter/exercer poder. Pelo menos, não é isso que os políticos dizem ser a razão pela qual enveredaram pela carreira política. Dizem antes que ser político é, sim, um acto de cidadania, que é algo mais agradável ao ouvido. Como em tudo na vida, este exercício de cidadania corre bem a alguns e mal a outros, conforme a elasticidade que se tem para fazer contorcionismo nesta... nobre actividade.

O facto deste Telmo (e alguns outros, em quase todos os partidos) surgir nas listas para a eleição de deputados parece ser, portanto, algo que devemos considerar como feito, apenas e só, em prol do cidadão. Nada mais. E, sendo assim, se calhar devíamos era estar muito agradecidos por isso.

Ou não...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Meio vazio ou meio cheio?...



Um dia hei-de conseguir perceber o "equilíbrio" entre a expressão "ter a mais nunca é de mais" e a máxima do "copo meio vazio ou meio cheio". Eu sou dos que preferem ter o suficiente e um pouco mais, por exemplo. Mas há quem veja um copo meio cheio e despeje parte do que lá está, para depois alegar que, afinal, está meio vazio.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

"Vai vir chártéres!!!"

Sócio!!! Estou concentradíssimo a ver esta "promo"!!!




"MAISFUTREBOL" é uma excelente promo de Cláudia Lopes, Marco Coppelli, Miguel Somsen, Pedro Sepúlveda, Vasco Mota, Marcos André, António Capote, Maria José Arcanjo e... Paulo Futre!!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Coisas que (não) acontecem...

Acho lamentável não ter havido centenas ou milhares de pessoas, em êxtase, com cachecóis e bandeiras do FMI, fazendo uma festa à chegada dos senhores ao aeroporto e pelas ruas de Lisboa por onde eles se deslocaram, como se faz quando as equipas da bola regressam a casa após uma grande vitória.

Sério! É que os cromos da bola... só jogam à bola. E estes senhores, segundo dizem, é que vão salvar o país da bancarrota...!

Rachel, a Jornalista (que agora muita gente vai ouvir)

[Só não ganho o EuroMilhões...]







A 5 de Março, escrevi aqui no blog, sobre Rachel Sheherazade (a jornalista de uma TV local do Brasil que criticou o Carnaval): 


"adivinho não estará na TV Tambaú muitos mais dias ou semanas, até que o telefone toque para seguir para S.Paulo ou para o R.Janeiro, para uma TV nacional".


Ora... a 14 de Março, a SBT (canal nacional que emite a partir de São Paulo) contratou a jornalista e fala-se mesmo que pode vir a tornar-se 'pivot' das principais notícias da estação. Não é nada que me espante, como de resto fiz questão de deixar escrito logo  que vi o video em que ela "desancava" no tão amado e protegido Carnaval brasileiro. Como também escrevi nesse post:


"O meu aplauso para ela, que pelos vistos faz bem aquilo que tem de fazer. E é bom para o público em geral, que terá alguém com as ideias no sítio e uma boa imagem para ajudar a passar melhor a mensagem."


Tinha prometido dar novas quando soubesse da evolução do caso da Rachel Sheherazade. Aqui estão elas. Parabéns Rachel! E... muitas felicidades!

Cláudia, a Jornalista


Fiz, (in)directamente, parte da formação dela, antes de se lançar no mundo do trabalho na Comunicação Social. Optou por fazê-lo onde é mais difícil... ou mais fácil – depende da perspectiva. Se, por um lado, as ligações à terra e a menor competitividade podem facilitar a entrada num primeiro emprego, a informação local – sempre o disse e mantenho – é a vertente mais complicada do Jornalismo, devido à facilidade com que as pressões dos pequenos interesses e pequenos poderes são exercidas sobre quem quer informar com independência. Quando fiz informação local, um indivíduo que tinha sido casado com uma parente afastada minha pediu o meu número à minha mãe para me ligar e tentar passar um “recado” a um colega meu... enfim... Tal como me ligaram autarcas, empresários, agentes de autoridade, padres(!)... a tentar pressionar-me para não divulgar notícias que não lhes eram convenientes. A Cláudia, mesmo sabendo disso, arriscou, criou um projeto do “zero” e fê-lo crescer de forma saudável. Nos últimos tempos, várias movimentações internas e externas – mas, sobretudo, muito próximas (ainda para mais num meio pequeno) – colocaram-na numa posição ingrata, de muito possivelmente ter de continuar perdendo a liberdade de fazer Jornalismo com total independência. Ela pensou e  tomou a decisão mais difícil. Deixou o jornal que criara, vendeu a sua parte do título abaixo do seu valor real mas ficou infinitamente mais rica na hombridade que um jornalista (ou, melhor, um Jornalista – com letra maiúscula) deve ter e acreditar que tem. A Cláudia não é, de momento, jornalista. Mas é uma Jornalista.