terça-feira, 2 de junho de 2009

Ba(ba)rriga

o que é isto?
A casa sempre foi fria e os habitantes - um mais do que o outro mas, ainda assim, ambos - sempre foram friorentos, sofrendo, por exemplo, com o facto de as calhas das janelas e as caixas das persianas deixarem entrar parte do vento frio vindo da rua (coisa em que São Marcos é uma terra frutuosa). Precisamente por isso, antes de o "rebento" chegar, decidiu-se reforçar as janelas com vidro duplo e construir-se uma marquise na varanda, para evitar que a criança viesse a sofrer muito em breve os problemas de "pele-de-galinha" de que os pais, sinceramente, já se tinham fartado. Os melhoramentos foram feitos e a temperatura ambiente dentro de casa está agora infinitamente melhor. Mesmo quando a ventania é muita lá fora (em São Marcos isso representa um pouco mais de 80% dos 365 dias do ano), já não se sente o frio que se sentia há uns tempos. Ainda bem! Com a gravidez trabalhosa que a mãe vem tendo praticamente desde o início e a vida agitada que o pai vem tendo nos últimos tempos, o frio mesmo em tempo de verão era algo com que ninguém cá em casa queria ver-se obrigado a lidar, muito menos era para nós concebível sujeitar a bebé ao briol "do costume". Mas a grande vantagem a retirar da nova realidade - exclusivamente na óptica do pai - é mesmo poder ver como a mãe (desde sempre, a mais friorenta) está agora feliz por ter a oportunidade (e fazer gala) de exibir a barriguinha em todo o seu esplendor, sempre que possível, começando já a mostrar o mundo à nossa filha e vice-versa; isto, sem se constipar e sem constipar a criança também, o que dantes seria impossível. O pai, mesmo não o dizendo, também está feliz por, ao fim do dia, poder disfrutar desse momento em que nada mais interessa do que aquela barriga, desnuda, aos "pulos" sem compasso certo, que se torna no centro do mundo e na razão desse mundo parar, só por causa dessa coisa estranha que é o amor incondicional.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

O meu "Eu", agora.

o que é isto?



Quem me conhece melhor diz-me que ando irascível, irritadiço, que tenho de ter calma, que tenho de parar, respirar fundo, para não perder a compostura, para não me enervar. Não posso dizer que não concordo. Da mesma forma que não posso dizer que cumpra aquilo que me aconselham. O cansaço não deixa. Ontem cheguei mesmo, por breves momentos, a perder a cabeça (com razão mas sem razoabilidade). Estou irascível, irritadiço, tenho de ter calma, tenho de parar, respirar fundo, para não perder a compostura, para não me enervar. Sei bem disso. Mas não tenho conseguido ser ou fazer melhor. E este - o da foto - é o meu "Eu", agora.

sábado, 30 de maio de 2009

Fugir

o que é isto?

Há uma esplanada, junto a uma praia fluvial, em Mina de São Domingos (Alentejo) - perto das minas que o Vital "assegura" que vão reabrir... enfim - para onde me apetece fugir. E depois ficar lá. A ver e ouvir a água. Mas talvez seja pedir muito...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Da Cassete

o que é isto?

Comecei a trabalhar aos 17 anos, na rádio local que, na altura, funcionava no prédio onde eu morava e onde os meus pais ainda moram. Num domingo à tarde, por volta das sete horas, "abri" o microfone e fiz uma voz farsola que haveria de ser o primeiro registo público do Marco António, futuro profissional da Comunicação Social. Desde esse momento até hoje, nunca gostei de me ouvir (e, actualmente, também de ver). Acho que acontece a (quase) todos. O que não acontece a ninguém, hoje em dia, é ter de improvisar em tudo para levar a cabo uma reportagem, uma emissão, um directo... Está tudo "tratado". Alguém está responsável por fazer imagens, recolher som, editar uma peça, fazer a ligação via satélite. A quem dá a cara resta fazer bem aquilo que tem a fazer. Nem sempre acontece... mas isso são "outros 500 paus". Nesse domingo à tarde - há 16 anos - em que falei pela primeira vez na rádio, descobri que fazer aquilo seria muito mais do que "dizer umas coisas". Naquela rádio, naquela altura - em 93 -, tudo o que via à volta da cadeira que ocupava no estúdio eram... cassetes. Cassetes das quais passava a música que entrava na emissão, cassetes que continham os spots publicitários que compunham os intervalos, cassetes com os RM's (registos magnéticos) das declarações a incluir nos jornais da estação, cassetes dos genéricos dos mais variados programas (e também de alguns programas inteiros que as editoras nos enviavam) e cassetes que tinham até uma cópia do sinal horário, para quando o interruptor que o lançava porventura avariasse (e avariava muito). Posso dizer que, para mim, o início de carreira na Comunicação Social foi isto mesmo. Cassetes e mais cassetes. Cassetes que "pistei" (todinhas) com o dedo - usar canetas BIC para acertar a fita sempre foi "coisa de meninos". E deck's leitores de cassetes que eram um desafio ainda maior que as próprias cassetes em si. De tão usados, nenhum deles tinha sequer botões e os comandos eram accionados por mãos que tinham de entrar no aparelho para que as pontas dos dedos tocassem nas patilhas do Play, do FForward, do Rewind, do Stop, do Pause... Do Eject não era necessário, porque simplesmente os deck's não tinham portas (as cassetes tinham de ser colocadas e retiradas com uma certa mestria). E quando nada disso funcionava, uma pancada bem aplicada no aparelho lá desbloqueava a situação e a música seguia; meio aos solavancos... mas seguia. Esta manhã andei à procura de uma cassete que gravei numa das últimas rádios por onde passei. Queria gravar em MP3 para a posteridade umas coisas muito embaraçosas mas divertidíssimas que gravei em 2000, quando ainda não tinha as obrigações que a Carteira Profissional de Jornalista me impõem hoje em dia. Não consegui. Os deck's da minha aparelhagem de casa não corresponderam ao que lhes era solicitado: fazer o seu trabalho. Dois, lado a lado, na minha aparelhagem Grundig Mini 10, comprada há muitos anos (demasiados, para me lembrar exactamente quando), fizeram "equipa" e quase me arruinaram a cassete que queria reproduzir para um gravador digital. Ainda a aprisionaram (primeiro um, depois o outro) por uns segundos. Forcei as portas (primeiro uma, depois a outra). Largaram a pobre cassete, sem comer a fita, mas agora os deck's não fecham, não lêem, não "tocam", não nada. Experimentei também o leitor de um rádio portátil que está na cozinha. Não comeu a fita, não prendeu a cassete... mas também não fez o que se lhe exigia. Nem um som se ouviu. Porque a fita não rodou, não leu, não "tocou", não nada. O tempo da cassete passou, claramente. É agora mais um testemunho histórico que uma peça de trabalho ou de lazer. Agora é só isso. Um testemunho da história. Para mim, a cassete foi, a dada altura, o objecto mais importante da minha vida. Foi o arranque para aquilo que hoje faço; muito mais do que uma caneta, a cassete foi o meu primeiro instrumento de trabalho como jornalista. Ainda antes disso, quando eu era miúdo, foi o meio de guardar genéricos de televisão (tenho de encontrar - só para não a perder de novo - essa cassete com som manhoso que fiz com um gravador encostado à coluna do televisor, à espera das emissões da Europa TV, do Countdown, do Agora Escolha, do Telejornal, das Misteriosas Cidade de Ouro, de sei-lá-mais-o-quê...), foi a forma de tentar conquistar miúdas (sim... também fui um fã das "mix-tapes" e fiz algumas das mais lamechas da história das próprias "mix-tapes"). Cresci com as cassetes. Ainda tenho umas cento e tal guardadas na casa dos meus pais. Mas a verdade é que são obsoletas. Não quis pensar nisso nem ligar muito quando o leitor do meu carro (o que tive antes do actual) decidiu "entrar em coma" para não mais sequer aceitar uma cassete que fosse. Talvez fosse "o princípio do fim". O meu carro agora só tem leitor de CD e MP3. É claro que ainda há e sempre haverá leitores de cassetes onde posso ouvir e reproduzir as que tenho. Mas tenho de me mentalizar. Pelo menos, em minha casa, já não será porque, em minha casa, esse tempo é já passado.

Em mim, resta agora nostalgia, tristeza, um sentimento de impotência perante a força de inevitabilidade que o tempo tem de seguir em frente sem se preocupar com o que deixa para trás (ao tempo não perdoo, por exemplo, o fim das Polaroid) e a dúvida de como raio vou passar o som daquela cassete embaraçosa para um formato que perdure mais que o tempo que a fita onde está registado tem "de vida". Tenho até pena do fim da mítica "Cassete Pirata", vendida na feira, muito antes dos CD's, dos DVD's e da ASAE. Se calhar, estou só a ser saudosista. Mas custa perceber que BASF, Maxell, Fuji, TDK, Philips, JVC, C60, D90, E120, Ferro, Tipe I, Tipe II, Chrome são conceitos que - associados uns aos outros - muito em breve não passarão de simples memórias. Pelo menos para mim, são das melhores memórias que alguma vez terei.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Homens: Prestai (muita!) Atenção a este Ensinamento que vos deixo!

o que é isto?
Caríssimos companheiros do sexo masculino:


Um ensinamento. Quando a nossa mulher está grávida de quase sete meses (e de baixa há quase três) e nos pede uma coisa "simples" para jantar (como banana com queijo fundido - ! - ), o mínimo que podemos fazer...




... é esmerarmo-nos um bocadinho.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O nosso problema caseiro com as Eleições Europeias

o que é isto?



Como em todas as campanhas eleitorais, canso-me de ver propaganda e mais propaganda. Outdoors por todo o lado, anúncios em tudo o que é jornal, tempos de antenas nas rádios e nas televisões, cartazes como este...
O problema é que, um dia destes, cheguei a casa e percebi que também o meu gato entrou em campanha. Não para se eleger para um cargo político, aqui ou na Europa; nem sequer para defender o interesse nacional, como Paulo Rangel.

Não sei onde é que ele se inspirou... mas a mensagem parece-me forte. E não sei se não colherá a simpatia (ou compaixão) do público que ele tenta convencer.



"Test Drive"

o que é isto?

Ando em processo de "test drive" a isto:

Sempre tive curiosidade mas nunca me tinha dado para adquirir umas coisas destas. Experimento agora e tenho a dizer que, no mínimo, simpatizo com os meus "pneus" novos. As viagens intra-caseiras têm sido um verdadeiro prazer!

domingo, 24 de maio de 2009

Hoje senti que...

o que é isto?



...estive várias vezes na última posição do "jogo do telefone".

E quem se lixou fui mesmo eu!...


quinta-feira, 21 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Lamentável Dia de Exames Periódicos de Medicina no Trabalho

o que é isto?
Um tipo está frágil, sem pequeno-almoço. E depois da humilhação de trazer um copo de urina pró trabalho, da dor de nos picarem pra tirar sangue, do cansaço de soprar até ficar sem pulmão e de nos espetarem com ventosas no peito e molas nos pulsos, só porque sim... Mandam-nos embora só com um...


... penso rápido no braço! Nem um abracinho... Nem uma palavra de conforto... Nada!...


Lamentável.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pronto.

Já fui nortenho. Acabou-se a francesinha XL. Estava boa. Obrigado.

No Norte sê nortenho



Francesinha XL, no Restaurante Milénio, em Leça do Balio. Espectáculo!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"COMI OS MEUS TOMATINHOS!"*

o que é isto?
Há dias, comprei no supermercado tomates cherry (são uns pequeninos, para saladas). Paguei-os, tornando-os meus. A validade estava a acabar. Comi-os todos há pouco. Estavam bons. Obrigado.


*-Frase CHOQUE que, se fosse dita por Marilyn Manson, ninguém estranharia.

sábado, 16 de maio de 2009

Constatação de um tipo que está cansado

o que é isto?

O cansaço não dói.

Mas cansa.



sexta-feira, 15 de maio de 2009

Quase todas as semanas tenho uma parvoíce. A desta semana...

o que é isto?

... foi forçar sotaque da Beira Alta e dizer, todos os dias,...

«Irmãos: peço que me oubirdes neste ensinamento que bos deixo!... Esticai-bos e encolhei-bos!...»

É parvo? É! E eu tenho uma parvoíce diferente todas as semanas, o que torna difícil a tarefa de me aturar. Admiro quem consegue.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Num instante...

o que é isto?
Os mais velhos costumam dizer que o mundo "anda" agora de forma muito mais veloz que no "tempo deles". Que eu saiba, a rotação da Terra sobre si própria continua a demorar 24 horas e em torno do sol 365 dias (menos uns "pózinhos") mas, de facto, tudo acontece cada vez mais rápido, mais inesperadamenete, mais sem aviso. Um novo jornal apregoa mesmo no seu slogan que «num instante tudo muda». Concordo plenamente. Os mais velhos, por maioria de razão, também concordam. Por exemplo: No meu caminho diário para o emprego, num instante, tudo mudou. O posto de combustível mais próximo da empresa onde trabalho mudou de marca. Não sei se ontem ainda era AGIP (como sempre será conhecida aquela bomba, estou certo, apesar desta mudança) ou já era GALP. A verdade é que, esta manhã, já a parte mais visível da infraestrutura exibia as cores da gasolineira portuguesa mas a alteração foi tão repentina (longe dos executivos decidirem fechar o negócio por um dia que fosse, para fazer as necessárias "obras") que o símbolo da marca italiana ainda partilhava o mesmo espaço, criando uma certa confusão (justificadíssima) ao eventual consumidor, não avisado da recente fusão. Na hora, parado no trânsito, reparei nisso, tirei a foto...
... e pensei: «De facto, num instante, tudo mudou. Ou melhor... neste caso... nem tudo.»




Pequeno Apontamento de Gozo Pessoal

o que é isto?
Ontem, para mim, isto...


... deixou de ser uma coisa do outro mundo.

(e é bem mais fácil de chutar do que parece!...)


PS: Grande Abraço aos "Lobos", que são uns porreiraços à maneira!

PS (2): Na verdade, é bem melhor jogar pelo seguro, darmo-nos bem com eles e tratá-los "nas palminhas"... porque têm todos um porte físico que - enfim... - impõe um certo respeito.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Futebol Menos Positivo: (pelos vistos) A caminho da "intifada"...

o que é isto?
De novo, o Jornal Record na liderança do tema: "Fé e Futebol de mão-dada". Mas agora (apenas um dia depois de lançar a questão da oração) num registo mais preocupante, visto que a situação aparenta tomar neste momento a direcção de uma "guerra santa".



Será melhor começarmos já a ter cuidado com as pedradas?...


Diz o bom senso que se deve ensinar os miúdos a usar o dinheiro de forma racional. Ainda para mais de tempo de crise! Mas...há sempre um mas.

o que é isto?
Esta semana, na caixa do Happy Meal, um dos menús mais consumidos da McDonald's.





Escuso-me a mais comentários.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Futebol Mais Que Positivo!... Abençoado!

o que é isto?

Desde que Margarida Prieto (mulher de Manuel Damásio) mandou construir aquela capela no antigo Estádio da Luz que não via tamanha profissão de fé ali junto ao Colombo. O futebol tem destas coisas. Falar directamente com Deus poderia até ser mais proveitoso mas o Benfica crê que assim está bem, o que se entende. Jesus não é um tipo qualquer.

O título é do Jornal Record, que também esteve perfeito na função de trazer a fé de novo ao universo futebolístico. Obrigado à direcção do diário desportivo por isso. Faltava-nos isso. Fé, oração, comunicação com o divino. Obrigado. Bem hajam!

Por fim, fica apenas por saber se em algum momento do futuro próximo, será o próprio Jesus a bradar palavras de grande carga religiosa. Aquelas quatro: "EU VI A LUZ!!!!". Só Deus sabe, na verdade, porque o futuro "a Deus pertence". E quanto a isso nem Jesus pode fazer seja o que for.